O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (22), que o governo pretende atuar em conjunto com a Stellantis, dona da Fiat, para ampliar as exportações de veículos fabricados no Brasil para a América Latina e a África. A declaração foi f…

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (22), que o governo pretende atuar em conjunto com a Stellantis, dona da Fiat, para ampliar as exportações de veículos fabricados no Brasil para a América Latina e a África. A declaração foi feita durante reunião com o presidente global da montadora, Antonio Filosa, e executivos da companhia.

“Uma coisa que vamos ter que trabalhar junto com vocês, agora, é como aumentar a capacidade de exportação dos carros brasileiros para América Latina e para o continente africano. São dois mercados importantes, dois mercados promissores, que temos condições de ter uma participação mais efetiva e mais numerosa”, disse o petista aos presentes.

Segundo Lula, a América Latina e a África representam mercados “importantes” e “promissores” para a indústria automotiva brasileira. O presidente defendeu uma presença mais “efetiva” e numerosa das montadoras nessas regiões.

O presidente disse estar "muito realizado" com o cenário da indústria automobilística no país, embora tenha reconhecido que ainda existem desafios. "A política exige que tenha problemas para resolver", afirmou.

Lula reiterou a expectativa do país voltar a registrar 3 milhões de veículos emplacados e pontuou que cabe ao governo criar condições econômicas, fiscais e jurídicas para dar segurança aos investidores, além de desenvolver programas para estimular vendas de carros no mercado doméstico.

Na agenda, Filosa comentou os investimentos que serão feitos no Brasil e o ciclo de novos empregos que serão gerados no país. Durante a fala, o microfone do executivo falhou e ficou mudo. Ao ser restabelecido o áudio, ele fez uma brincadeira e comentou: "Talvez a bateria. Deve ser de origem asiática essa bateria", se referindo ao microfone.