Flávio Bolsonaro afirmou que o país não aguenta "mais quatro anos do PT", Lula diz que "ou investimos na educação hoje ou investimos em prisões amanhã; eu prefiro investir na educação".

O estado do Rio de Janeiro, o terceiro maior círculo eleitoral do Brasil, tornou-se este sábado o palco da disputa política, com comícios simultâneos dos dois principais candidatos à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

O Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que procura a reeleição para um quarto mandato não consecutivo, deu início à sua campanha no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense, uma área onde estão presentes grupos paramilitares e milícias que o chefe de Estado prometeu combater no seu plano estratégico de segurança pública.

Usando o tradicional chapéu de palha, Lula detalhou a sua proposta para um eventual quarto mandato, começando pela educação.

Destacou também a criação do Ministério da Segurança Pública, a par da mobilização de uma força policial federal especial para recuperar os territórios dominados por fações e milícias, e sublinhou que a abordagem do Estado deve ser institucional e firme, sem recorrer à violência indiscriminada.

Paralelamente, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) liderou um comício de menor escala no ginásio Maracanãzinho, recinto emblemático na zona norte do Rio de Janeiro que acolheu a convenção presidencial do pai em 2022, e centrou a sua intervenção na luta contra o crime organizado.

Lula lidera as sondagens para as eleições presidenciais de outubro, com 39% da intenção de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro, segundo a primeira sondagem desde o início oficial das campanhas, divulgada esta sexta-feira pela empresa Datafolha.

A primeira volta das eleições no Brasil está marcada para 04 de outubro, com 13 candidatos na corrida pelo lugar no Palácio do Planalto.

Caso haja uma segunda volta, dois candidatos mais bem votados voltam a enfrentar-se em 25 de outubro.