Organização da agenda do presidente considerava possibilidade, mas desistiu após repercussão negativa das investigações contra o ex-líder do governo no Senado

Priorizar nos meus resultados Google O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá à Bahia, mas não irá participar de uma importante caminhada com o ex-líder do governo no Senado Jaques Wagner (PT-BA) e o governador Jerônimo de Freitas (PT) na próxima quinta-feira, 2. A presença dele no evento foi cogitada por algum tempo, mas não se confirmou após Wagner ter virado alvo de uma operação da Polícia Federal há duas semanas por suspeitas de envolvimento em um caso de corrupção com o Banco Master.

O desfile cívico da Independência da Bahia, data mais importante do estado –mais até do que o Dia da Independência do Brasil, proclamada em 7 de setembro — ocorre anualmente no dia 2 de Julho e costuma contar com a presença das principais lideranças políticas baianas. Neste ano, os três nomes do PT que disputam as eleições, Jerônimo e Wagner à reeleição e o ex-ministro Rui Costa ao Senado, devem marcar presença.

Apesar de estar na Bahia, Lula alterou a sua agenda, segundo informado a VEJA pela própria equipe do presidente. A nova programação conta com a inauguração do Hospital Estadual Litoral Norte, a entrega novos veículos para unidade do SUS, e uma visita ao canteiro de obras da Ponte Salvador-Ilha de Itaparica, em Vera Cruz. Tudo marcado para a próxima quarta-feira, dia 1º de julho.

Diante das investigações contra Jaques Wagner, o presidente Lula já tem sentido os efeitos. Segundo pesquisa do BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 29, ele tem 61% das intenções de votos no Nordeste em um eventual segundo turno. No entanto, esse número representa uma queda de cinco pontos percentuais na comparação com a última pesquisa eleitoral nacional do mesmo instituto, divulgada em 15 de junho, quando Lula tinha 66%.

A operação da PF contra Jaques Wagner ocorreu no dia 18 de junho. E a queda está diretamente relacionada a essa situação. Especialistas ouvidos por VEJA apontam que a relevância de Wagner na Bahia é muito alta e que, por isso, a imagem dele ser afetada negativamente deve impactar todas as candidaturas majoritárias do PT no estado.