Lula propõe o Ministério da Segurança Pública e defende investir em educação para reduzir gastos com presos como Fernandinho Beira-Mar no combate ao crime organizado.

22/08/2026 14h33 Atualizado 22/08/2026

O presidente Lula defendeu neste sábado (22) a criação do Ministério da Segurança Pública. Ele afirmou que o objetivo é prender criminosos sem promover mortes.

Lula também prometeu ampliar o ensino integral nas escolas públicas. Ele propôs investimentos na indústria de defesa e em minerais críticos.

No mesmo evento, Eduardo Paes criticou adversários políticos e o governador Cláudio Castro. Paes defendeu a parceria com o governo federal.

Lula defende a criação Ministério da Segurança Pública

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu neste sábado (22) a criação de um Ministério da Segurança Pública e afirmou que pretende ampliar a atuação do governo federal no combate ao crime organizado. A declaração foi feita durante um evento no estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Lula disse que a estratégia será retirar criminosos dos territórios sem promover operações que, segundo ele, tenham como resultado um grande número de morte.

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"Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200 [criminosos]. Nós vamos prender. Vamos falar a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo. Não é dos bandidos. Isso vamos fazer", garantiu.

O presidente falou por cerca de 40 minutos e participou do evento ao lado de Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro, e dos candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD). Ao falar sobre segurança pública, Lula citou uma proposta de emenda à Constituição enviada pelo governo ao Congresso.

Segundo Lula, caso a medida seja aprovada, será possível criar o Ministério da Segurança Pública. Ele também afirmou que pretende fortalecer a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal e recuperar áreas ocupadas pelo crime organizado. "Quero olhar na cara do povo e dizer: vamos tirar o bandido do território de vocês e vamos devolver o território ao povo brasileiro", afirmou.

Segundo Lula, um preso em uma unidade de segurança máxima custa R$ 40 mil por ano, enquanto o custo em uma cadeia comum de São Paulo seria de R$ 35 mil.

"O tal do Fernandinho Beira-Mar custa o dobro do que formar uma menina médica ou um menino engenheiro", afirmou, em referência ao traficante Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar.

A educação foi outro dos principais temas do discurso. Lula prometeu ampliar o ensino em tempo integral para todas as escolas públicas do país e continuar a expansão dos institutos federais, além de citar programas como Prouni e Fies.

Lula com Paes, Benedita e Pedro Paulo em ato no Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

Lula defende exploração de terras raras

Lula também prometeu investimentos na indústria de defesa brasileira. O presidente citou as guerras em andamento e mencionou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, o objetivo seria garantir ao país capacidade de defesa e soberania.

Outro compromisso apresentado pelo candidato foi o desenvolvimento da exploração de minerais críticos e terras raras. Lula afirmou que o Brasil está entre os países com maiores reservas desses materiais e defendeu que o país desenvolva a cadeia de produção em vez de apenas exportar os recursos.

Ele também citou a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China e disse que não pretende escolher um dos dois países como parceiro preferencial. Na área de tecnologia, Lula prometeu ampliar os investimentos em inteligência artificial e defendeu o desenvolvimento de uma tecnologia adaptada ao português e às necessidades do país.

O presidente também prometeu investimentos na chamada renovação energética e citou um projeto enviado ao Congresso relacionado a data centers.