Presidente defende investimentos em forças de segurança e reforço na defesa das fronteiras porque o líder dos EUA 'está atrás de minerais críticos e de petróleo'

RIO E BRASÍLIA - Em agenda para tratar de segurança pública no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas à decisão do governo americano de Donald Trump de classificar facções criminosas como terroristas. O presidente defendeu ainda investimentos nas forças de segurança e no policiamento de fronteiras como uma questão estratégica de soberania nacional.

Lula argumentou também que "terrorista é o (Jair) Bolsonaro, que tentou matar a mim e ao Alexandre de Moraes". "Bandidos são terroristas para as pessoas que estão na periferia. Mas não aceito a ideia do Trump de que facções criminosas são terroristas", afirmou.

"Temos petróleo na Margem Equatorial a 175 quilômetros da costa do Amapá. O pré-sal está a 300 quilômetros. Nós temos de tomar conta porque o Trump está aí, está atrás de minerais críticos e de petróleo", acrescentou o presidente.

Lula fez o acompanhamento das Ações Integradas para o Enfrentamento ao Crime Organizado no Rio de Janeiro. O plano prevê uma cooperação entre o governo federal, o governo estadual e a prefeitura no âmbito da segurança pública. Lula defendeu que, se a iniciativa "der certo no Rio, dará em qualquer lugar".

"Estamos tendo um novo começo para criar um novo padrão de segurança nesse País", argumentou.

Em um aceno à força feminina de segurança, elogiou a presença de agentes mulheres da PRF no evento. "Temos de ter mais mulheres na PRF para fazer inteligência. Elas são mais inteligentes do que os homens."

O presidente se comprometeu em transformar 138 prisões em presídios de segurança máxima e defendeu mudanças na gestão das unidades. "Advogado para visitar o preso tem de ter critério. Cadeia não é lugar para comandar quadrilha, é para pagar pelo crime que cometeu", afirmou.

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