Derrotados nas urnas podem voltar ao governo; PT deve preservar áreas estratégicas e abrir espaço a aliados no Congresso
Derrotados nas urnas podem voltar ao governo; PT deve preservar áreas estratégicas e abrir espaço a aliados no Congresso
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 27.mai.2025
Lara Brito Houldine Nascimento
de Brasília 31.out.2026 (sábado) - 10h00 Priorize o Poder no Google
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ampliar a participação de mulheres e de partidos do Centrão na Esplanada dos Ministérios em seu 4º mandato. A nova composição também deverá abrir espaço para aliados que perderam as eleições ou ficaram sem mandato. A ideia é preservar nomes de confiança do petista.
Em contrapartida, o Planalto exigirá fidelidade das siglas que embarcarem no Lula 4. O PT pode perder espaço no conjunto do governo, mas deve continuar à frente de áreas estratégicas, como a Fazenda e a Casa Civil.
Lula ainda não iniciou formalmente as negociações para a troca de ministros. Desde a vitória nas urnas, o presidente tem tratado, no Palácio da Alvorada, de assuntos corriqueiros do governo, como a preparação das próximas viagens internacionais. O petista deve retomar as articulações políticas na 5ª feira (5.nov.2026).
Apesar disso, partidos do Centrão já começaram a reivindicar cargos. Um exemplo é Silvio Costa Filho (Republicanos), cotado para comandar a SRI (Secretaria de Relações Institucionais). A ampliação do espaço responde à necessidade de Lula de formar uma base de apoio mais ampla no Congresso, que terá uma composição mais à direita a partir de 2027.
A ampliação da participação feminina na Esplanada também é uma demanda apresentada ao presidente ao longo deste mandato.
Não há, até o momento, indicação de que Lula pretenda reduzir o número de ministérios. Ao contrário, o governo avalia criar uma nova pasta, dedicada exclusivamente à Segurança Pública.
Apesar da possibilidade de redução do número de ministérios ocupados pelo PT, o partido deve preservar influência sobre as principais áreas do governo.
Fernando Haddad, Camilo Santana e Rafael Fonteles, todos do PT, estão entre os principais nomes mencionados nas articulações para o 4º mandato. São alternativas dentro do próprio grupo político de Lula, o que permitiria ao presidente manter pessoas de confiança em ministérios estratégicos.
Haddad é citado para a Casa Civil e para o Ministério da Educação. Também foi cotado para o Ministério das Relações Exteriores, embora o atual chanceler, Mauro Vieira, deva permanecer na função. Camilo aparece como alternativa para a Casa Civil.
Já Fonteles é cotado para assumir a Fazenda. Seu nome é visto de forma positiva por integrantes do mercado financeiro e economistas.
A Assessoria Especial da Presidência da República deve continuar sob o comando de Celso Amorim.
A escolha para a área econômica é uma das principais pendências da composição.
Além de Fonteles, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) é mencionado para o posto. A definição do comando da Fazenda será uma das decisões mais relevantes da montagem da equipe. A tendência é que Lula comece as escolhas pela área econômica.
Lula costuma defender a responsabilidade fiscal e diz ter aprendido com a mãe a gastar só o que recebe. No 3º mandato, porém, a expansão das despesas públicas pressionou as contas do governo e contribuiu para o aumento da dívida federal.
Lula também considera a relação pessoal e a confiança nos auxiliares para definir quem continuará na equipe.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, deve permanecer no governo. Ele é próximo do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), a quem é atribuída sua indicação para o cargo depois da saída de Simone Tebet (PSB), que deixou a pasta para disputar uma vaga no Senado por São Paulo –não foi eleita.
Moretti conta com a confiança de Lula e é considerado próximo do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
A situação de Sidônio ainda não está definida. O marqueteiro foi considerado peça importante na campanha vitoriosa de Lula e também conta com a confiança do presidente. Por isso, apesar da possibilidade de deixar o governo, sua permanência à frente da Secom não está descartada.
Outros nomes cotados para continuar são Wolney Queiroz (PDT), ministro da Previdência Social, e Luiz Marinho (PT), ministro do Trabalho e Emprego.




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