A 18 dias do primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nesta quarta-feira (16) com pastores, na tentativa de se aproximar do eleitorado religioso, e renovou as críticas a quem usa igrejas como palanques eleitorais. Lula dis…

A 18 dias do primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nesta quarta-feira (16) com pastores, na tentativa de se aproximar do eleitorado religioso, e renovou as críticas a quem usa igrejas como palanques eleitorais. Lula disse se recusar a fazer comício dentro das assembleias religiosas, mesmo sob pressão do PT para que haja uma aproximação nesse sentido. "Comício eu faço na rua.”

"Toda vez que pede a alguém para ir numa igreja falar de política, eu não vou. Eu não vou porque eu respeito muito o compromisso individual que cada pessoa tem com Deus", afirmou o presidente no encontro no Palácio do Planalto.

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Lula, então, disse para nem ser convidado para fazer comício nas igrejas, sejam elas católicas ou evangélicas. "Se eu quiser fazer política e comitê eu faço na rua. Mas na igreja eu não faço", complementou.

O encontro ocorreu nesta manhã e contou com a presença de quase 20 pastores, dentre eles, brasileiros, americanos e cubanos. A reunião ocorre após a campanha de Lula ter visto a necessidade de o chefe do Executivo se aproximar e fazer acenos mais concretos ao eleitorado evangélico, que continua sendo um dos pilares do bolsonarismo.

Nas últimas semanas, o PT passou a articular um eventual ato no Rio de Janeiro com a presença do presidente para aproximar a campanha a esse segmento. Contudo, a ideia ainda acumula resistências dentro da própria legenda.

A leitura interna é de que é preciso fazer um aceno mais concreto, mas não necessariamente repetir o modelo da corrida de 2022. Naquele ano, o petista participou de um ato público com pastores em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. O evento em questão teve apresentação de jingles gospel e a leitura de uma “carta aos evangélicos”.

Para contornar isso, a campanha quer manter uma estratégia que já estava sendo adotada pelo governo: “reforçar e massificar” a informação sobre ações da administração federal para que a aproximação com o segmento aconteça de maneira quase espontânea. Para isso, a equipe do PT quer mostrar que esse esforço de se aproximar do segmento é algo construído ao longo das décadas, e apontar o quanto pode ser feito ainda, em um eventual quarto mandato do presidente.

A agenda desta quarta-feira também contou com a presença do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, que é evangélico e dialoga bem com as principais lideranças neopentecostais. Ele é visto como uma das principais figuras na corrida presidencial para aproximar Lula a esse eleitorado. Ele foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas teve seu nome rejeitado pelo Congresso.

"Eu nunca pensei que nós poderíamos trocar um governante por outro no lugar do púlpito. Nunca pedi isso a nenhum líder. religioso. O que eu peço a Deus todos os dias é que Deus tire as escamas dos olhos dos nossos irmãos para que eles possam enxergar a bondade, a verdade e a justiça que vem dos seus atos todos os dias", afirmou Messias no encontro.