Volante ergue troféu de campeão e recebe Bola de Ouro como melhor jogador do Mundial
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19.jul.2026 às 22h57
Com 1,90 m e 90 kg, Rodri tem o físico de um atacante de força, mas a classe no toque da bola, a lucidez nos passes e a visão de jogo o levaram a atuar no meio de campo, onde se tornou símbolo do futebol tiki-taka da Espanha e um dos melhores jogadores do mundo.
Atuando na base espanhola desde a seleção sub-15, ele galgou cada etapa com a mesma desenvoltura que demonstrou na conquista do bicampeonato da Copa do Mundo, ao bater a Argentina por 1 a 0 neste domingo (19), no MedLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.
Segundo as estatísticas da Fifa, Rodri foi o jogador que mais passes deu no Mundial. Foram 799 tentados e 747 certos, com uma eficiência de 93%.
Ele iniciou como titular as oito partidas da Espanha na campanha do título e só foi substituído duas vezes: no empate por 0 a 0 com Cabo Verde e na final contra a Argentina.
Em campo, ele é o motor que dá ritmo à seleção espanhola. Quando é preciso cadenciar, é ele que dá o ritmo aos companheiros com passes mais curtos. Se é preciso acelerar o jogo, ele encontra os atacantes com lançamentos precisos nas costas dos defensores.
Mas o garantido é que a bola quase sempre passa por seus pés quando chega ao meio do campo.
"Estamos nas nuvens. Só posso agradecer a Deus por tudo o que me deu. Este grupo é sensacional. Somos campeões do mundo! É incrível dizer isso. É o torneio mais difícil da história das Copas do Mundo. Jogamos a final contra uma equipe que tem o melhor jogador da história", disse à televisão pública espanhola (TVE) em alusão ao argentino Lionel Messi.
"Hoje [domingo] no jogo, dominamos. Nosso segredo como seleção é que sempre vamos para cima de você. E Deus no final recompensa quem foi corajoso", destacou.
As conquistas desta Copa completam o currículo vencedor de Rodri. Nascido em Madri em 22 de junho de 1996, ele se formou no Villarreal e depois se transferiu para o Atlético de Madrid em 2018, clube no qual conquistou seu primeiro título naquele mesmo ano, a Supercopa da Uefa.
Em julho de 2019, tranferiu-se para o Manchester City, onde teve suas maiores conquistas sob o comando do técnico Pep Guardiola.
Foram quatro títulos da Premier League, um da Champions League, um do Mundial de Clubes, um da Supercopa da Uefa, além de duas Copas da Inglaterra e três da Copa da Liga Inglesa.
Pela seleção, ganhou a Liga das Nações 2022/23 e a Eurocopa de 2024, ano em que ganhou a Bola de Ouro da revista France Football, à frente de Vinicius Junior e do inglês Jude Bellingham.
Naquele mesmo ano, porém, sofreu uma grave lesão no joelho que interrompeu sua carreira e o deixou fora dos campos até maio de 2025.
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