O Ministério do Trabalho verificou em janeiro e fevereiro um aumento do número de postos de trabalho formais e de concursados em relação ao fim de 2025. São 62,2 milhões os empregados com vínculos formais, e o ministério credita o aumento à abertura de vagas com tempo determinado no serviço público. Leia mais (06/24/2026 - 12h02)
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24.jun.2026 às 12h02 Atualizado: 24.jun.2026 às 12h44
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O Ministério do Trabalho verificou em janeiro e fevereiro um aumento do número de postos de trabalho formais e de concursados em relação ao fim de 2025. São 62,2 milhões os empregados com vínculos formais, e o ministério credita o aumento à abertura de vagas com tempo determinado no serviço público.
No primeiro bimestre deste ano, houve um acréscimo de 1,4 milhão de empregos na comparação com dezembro de 2025. Desse total, mais da metade, ou 886,8 mil, foram contratados sem vínculo permanente no setor público, segundo informações da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) divulgados nesta quarta-feira (24).
A contratação de servidores com tempo determinado é prevista na Constituição para casos de excepcional interesse público. Mas o aumento expressivo mostra que essa modalidade tem sido adotada mesmo para funções permanentes, como médico e professor, para equilibrar o aumento da demanda por serviços públicos sem violar a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Ao todo, 47,9 milhões de vínculos são de celetistas de 13,82 milhões são de funcionários públicos. Os dados contemplam tanto trabalhadores celetistas quanto servidores concursados, em cargos temporários ou em funções comissionadas.
O número de agentes públicos no geral, incluindo concursados e comissionados, também cresceu, indo de 12,8 milhões para 13,8 milhões nesse período.
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"Muitos estados e municípios no fim do ano demitem [agentes públicos temporários], especialmente na educação, para recontratar em fevereiro ou no fim de março", afirmou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
Por essa razão, segundo a pasta, o número de contratações do setor privado ficou semelhante ao do serviço público em fevereiro, apesar da massa de trabalhadores muito inferior neste último caso. É em fevereiro que o setor público volta a contratar funcionários temporários, o que eleva o número de novos vínculos registrados no mês.
A pasta também vê um efeito potencial sobre os salários, já que, por não serem permanentes, esses funcionários podem ter uma remuneração média menor.
Pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em abril, a economia abriu 85,8 mil vagas de trabalho formal, de acordo com dados divulgados no fim de maio —o pior resultado para o mês desde 2020, ano do início da pandemia.
Em 2025, o Brasil registrou estoque de 59,9 milhões de empregos formais em 2025, aumento de 5% em comparação com o ano anterior. O número representa alta de 2,8 milhões de vínculos em relação a 2024.
A maior parte dos vínculos foi de celetistas, que somaram 46,1 milhões, seguido pelos estatutários (regime do setor público), com 12,6 milhões. O setor público teve uma variação superior ao mercado privado, com variação de 18,2% no setor municipal —a maior dentre entidades de diferentes naturezas jurídicas.
A remuneração, no entanto, caiu, com variação de -0,5%. Em 2025, o salário médio foi de R$ 4.434,38, redução de R$ 23 em comparação com o ano de 2024.



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