Por Débora Ricalde, Nadine Lopes, Caio Tumelero, g1 MS e TV Morena
03/07/2026 07h00 Atualizado 03/07/2026
Pelo menos 16 dos 29 vereadores de Campo Grande planejam disputar as eleições de 2026. A Câmara publicou regras para impedir o uso da estrutura pública.
As medidas proíbem campanhas na Câmara e limitam canais institucionais a partir de 4 de julho. Votações online serão permitidas para evitar prejuízo ao quórum.
O vereador Rafael Tavares aguarda decisão judicial definitiva para concorrer em 2026. Ele perdeu o mandato anterior após condenação por fraude eleitoral no TSE.
Câmara de vereadores impõe limites
Pelo menos 16 dos 29 vereadores de Campo Grande pretendem disputar as eleições de 2026 para os cargos de deputado estadual ou deputado federal. Como a legislação permite que parlamentares concorram sem deixar o mandato, a Câmara Municipal publicou regras para impedir o uso da estrutura pública durante a campanha eleitoral.
As regras valem até o fim do período eleitoral e estabelecem restrições para vereadores, servidores e visitantes na sede do Legislativo municipal. O g1 confirmou 13 dos 16 parlamentares que pretendem disputar a eleição.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas Vicente Silva Neto (Papy), os vereadores devem manter o compromisso com o mandato durante o período de campanha.
"É fato que as viagens para o interior, em algum momento, vão colidir com as agendas aqui de votações, mas nós temos a possibilidade das votações remotas. Então o vereador consegue entrar de forma online e participar das sessões, votando, sem ter prejuízo", explica.
A principal preocupação é manter o funcionamento da Câmara durante o período eleitoral, quando parte dos vereadores deve intensificar a agenda de campanha até outubro. As convenções partidárias, que oficializam as candidaturas, começam em 20 de julho.
Quem são os vereadores que já se apresentam como pré-candidatos?
Veja os vereadores que já se apresentam como pré-candidatos nas redes sociais e confirmaram a intenção de disputar vagas de deputado federal ou deputado estadual por Mato Grosso do Sul.
Leinha (Avante)Herculano (Republicanos)Salineiro (PL)Ana Portela (PL)Veterinário Francisco (União Brasil)Luiza Ribeiro (PT)Marquinhos Trad (PV)Pitu (PSDB)Victor Rocha (PSDB)Flávio Cabo Almi (PSDB)Professor Juari (PSDB)Junior Coringa (MDB)Rafael Tavares (PL) — candidatura depende de decisão judicial.
O vereador Rafael Tavares foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por fraude eleitoral nas eleições para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, perdeu o mandato para o qual havia sido eleito e ficou inelegível.
Segundo o tribunal, o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB-MS) descumpriu a cota de gênero nas candidaturas a deputado estadual. Ele havia sido eleito com cerca de 18 mil votos, mas a decisão determinou a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário para redistribuição das vagas.
Para disputar as eleições de 2026, o vereador ainda aguarda uma decisão judicial definitiva sobre a condenação.
Regras para o período eleitoral
As medidas proíbem campanhas eleitorais dentro da Câmara Municipal e o uso da estrutura pública para beneficiar candidaturas. Entre as principais regras estão:
É proibido pedir votos ou promover aglomerações nos corredores da Câmara;Telefones, computadores, internet e impressoras da Câmara não podem ser usados em atividades de campanha;Veículos oficiais não podem transportar material eleitoral nem exibir adesivos de candidatos;Servidores não podem trabalhar para comitês eleitorais durante o expediente;A única exceção permite propaganda nas portas e no interior dos gabinetes dos vereadores, além de adesivos em veículos particulares estacionados na Câmara;Também é proibido usar a tribuna durante as sessões para fazer campanha. Se isso ocorrer, a Mesa Diretora poderá interromper a fala do vereador.




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