Marília Arraes diz que voto do morador da Avenida Boa Viagem vale o mesmo que o do Alto José do Pinho - Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco Na hora de votar, “o rico só vale um” e “quem mora na Avenida Boa Viagem só tem direito a votar uma vez”, assim como o eleitor que vive no Alto José do Pinho. Foi com esse argumento que a candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) defendeu a autonomia do eleitor e rejeitou a ideia de que alianças entre candidatos resultem automaticamente na transferência de votos.

“A hora do voto é a hora que o rico só vale um, o pobre só vale um, quem mora na Avenida Boa Viagem só tem direito a votar uma vez, quem mora no Alto do Pinho só tem direito a votar uma vez. Então está ali. É a hora do do eleitor exercer o seu poder nas urnas.”

A declaração foi dada nesta terça-feira (15), durante a sabatina da Rádio Folha 96,7 FM, no programa Folha Política, apresentado por Jota Batista, com participação da colunista de Política da Folha de Pernambuco, Betânia Santana. Marília foi a quarta entrevistada da série de sabatinas com candidatos ao Senado.

A candidata foi questionada sobre a possibilidade de a eleição presidencial ser decidida no segundo turno e se, nessa etapa, o cenário poderia ficar mais difícil para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante de possíveis alianças entre adversários.

Marília afirmou acreditar que a disputa presidencial será definida no segundo turno, mas rejeitou o que chamou de “soma de apoio” entre candidatos.

“Veja, eu acredito que só se resolve no segundo turno, mas eu não acredito, nunca acreditei nessa soma de apoio. Não existe isso, o povo vai votar em quem ele quer.”

Para a candidata, o eleitor tem vontade própria e não necessariamente seguirá a orientação de quem apoiou no primeiro turno.

“Então, muita coisa pode acontecer e eu acho que o eleitor tem vontade própria. A gente tem que chegar e respeitar o eleitor. Tem que parar com essa história, minha gente. De chegar e dizer: “Ah, é, porque o eleitor de fulano vai automaticamente para Beltrano. Ah, porque tem aqui tal cidade que é de fulano e que aí vai apoiar Beltrano”. Minha gente. Cada voto é um.”