Marília Arraes promete ampliar campanha de Lula nas periferias do Recife - Bianca Amorim/Folha de Pernambuco A senadora eleita por Pernambuco, Marília Arraes (PDT), afirmou, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, na manhã desta terça-feira (13), que articulará ações para levar a campanha do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), às periferias do Recife.
“A gente vai fazer atos em cidades-polo e na Metropolitana. Já vou começar hoje a articular para que a gente possa ocupar as periferias do Recife e, com isso, levar a campanha do presidente Lula e mostrar o quanto é importante, principalmente para as classes mais populares”, disse.
Marília pontuou não ter dúvidas de que, a partir das mobilizações, a vantagem que o presidente Lula teve no estado será ampliada.
“Estou de cabeça na campanha do presidente. Já participei da primeira reunião que ele fez na segunda-feira pós-eleição. Deu nem tempo de comemorar direito: no domingo à noite, ganhamos a eleição e, de manhã cedo, já estava voando para Brasília para que a gente pudesse juntos pensar nas estratégias, inclusive as estratégias do digital, e vamos fazer isso”, declarou.
Ela explicou que a estratégia de comunicação do presidente foi modificada do primeiro turno para o segundo.
“A campanha do presidente Lula mudou a estratégia de comunicação, inclusive foi algo tratado na reunião fechada que nós tivemos na segunda-feira. E a estratégia política importante da mobilização, da participação de lideranças políticas, principalmente quem ganhou eleição para governo, para o Senado, está aí fazendo a mobilização necessária.”
A senadora eleita disse ter certeza de que a vitória do presidente Lula vem do Nordeste. “Aqui, a gente tem um potencial maior de conscientizar as pessoas de que o que está em jogo não são simplesmente dois nomes, mas dois projetos de país diferentes.”
Representatividade Com o PDT sem vereadores no Recife, deputados estaduais ou federais em Pernambuco, Marília enxerga que o número de votos que recebeu poderia ser superior caso a legenda tivesse representação no estado. Comparando com o senador reeleito Humberto Costa (PT), com quem dividiu chapa e intenções de voto, ela pontuou a importância de uma estrutura política.
“O senador Humberto Costa, em todas as pesquisas, esteve em segundo lugar, apesar de que no último período de pesquisas a gente estava bem colado. Eu imaginava que (no resultado) a gente fosse estar colado e com uma votação bem parecida, mas ele me passou em cerca de 200 mil votos porque ele tinha uma estrutura política muito maior, tinha mais de 90 prefeitos apoiando, (tinha o) Partido dos Trabalhadores (PT), que é um partido bem organizado, e tem estruturas em cada município, (como) sindicatos”, analisou.
A senadora eleita ainda relembrou o apoio da base do PT na sua campanha, o voto de Márcia Conrado (PT), prefeita de Serra Talhada, e Flávio Marques (PT), prefeito de Tabira, além de revelar a intenção de formar uma rede municipalista no estado durante o mandato.
"Agora com mandato a gente vai ter oportunidade sim de montar um grupo, de chegar e conversar com as pessoas, de dar a essas lideranças políticas estrutura em relação a emendas, em relação a ações que vão colocar em prática nos seus municípios, nos seus bairros, nas suas comunidades, montar chapas competitivas para disputa de vereadores, de prefeitos", detalha.
Palanque Marília defendeu que os palanques políticos sejam derrubados. De acordo com ela, apoiará os municípios independentemente do posicionamento dos políticos e da população durante a campanha e do resultado das eleições.
“O povo não merece pagar a conta por divergência política. Se seu prefeito não me apoiou para senadora, fique tranquilo, que vai ter ações do meu mandato em cada município de Pernambuco. Pode ficar tranquilo, que você votando ou não votando em mim, seu prefeito votando ou não votando, vereadores votando ou não votando em mim, você não vai pagar a conta de divergência política”, endereçou ao ouvinte.




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