"Minha prioridade no Senado é tirar a obra do papel com recursos que venham da União", afirmou - Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) prometeu, em sabatina na Rádio Jornal nesta quarta-feira (26), que, caso eleita, vai articular com a União para acelerar o andamento das obras do ramal Salgueiro-Suape da ferrovia Transnordestina. “Entendo a importância de conectar o Sertão ao Litoral, mas emendas parlamentares não são o suficiente para haver a Transnordestina. Minha prioridade no Senado é tirar a obra do papel com recursos que venham da União para Pernambuco”, explicou.
A ex-deputada também disse ter superado o histórico de desalinhamento político com o ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), para apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e combater o avanço da extrema direita.
Segundo a pedetista, a aliança se firmou em 2022, ano em que Marília disputou a eleição como candidata ao governo de Pernambuco contra a atual governadora Raquel Lyra (PSD). “Nossa aliança começou quando o prefeito na época, João Campos, me apoiou no segundo turno. (o alinhamento) fez parte de um processo de unificação de palanque em torno do projeto apresentado por Lula”, justificou.
A ex-deputada federal e o atual candidato ao governo pelo PSB disputaram, em 2020, a prefeitura do Recife, quando João Campos apresentou divergências com o PT, partido, à época, da atual candidata ao Senado e do presidente da República.
Também perguntada sobre a ligação com o segundo candidato ao Senado pela chapa de João Campos, Humberto Costa (PT), a ex-deputada reforçou o apoio à renovação do mandato do petista no Senado. Segundo ela, nunca houve, entre os dois, divergências quanto a ideologia. “Houve divergências em relação a tática e não ideológica. Alianças são feitas entre diferentes, é necessário se unir nas convergências”, defendeu.
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Impeachment De acordo com Marília, destituir autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio do impeachment causará uma instabilidade política desnecessária.
“Temos a Suprema Corte como defensora da Constituição brasileira, por isso o STF tem que estar resguardado por uma harmonia entre os poderes”, disse.
O mandato vitalício de ministros do STF, para a candidata, gera instabilidade jurídica e constitucional, cabendo também ao Senado a rigorosidade na hora de definir os critérios de indicação.
Já sobre os cargos não-vitalícios, Marília afirmou não enxergar a reeleição como um problema. “O político se candidata, se o povo achar que deve continuar no mandato, elege, se não, elege outro no lugar”, resumiu.



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