Líder da oposição afirma que postergar a abertura do processo contra o ministro cria um "tumulto judicial”; Corte adiou por até 90 dias a decisão sobre caso
Jefferson Rudy/Agência Senado - 2.dez.2025
de Brasília 15.set.2026 (terça-feira) - 23h15 Priorize o Poder no Google
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, afirmou, nesta 3ª feira (15.set.2026), que o Supremo Tribunal Federal vem usando manobras regimentais para adiar o julgamento sobre a abertura de um inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
O senador também defendeu André Mendonça. Disse que o ministro, ao pedir autorização à Corte para abrir a apuração com base no relatório da Polícia Federal, agiu dentro do rito processual normal e que o próprio Moraes, se investigado, terá direito à ampla defesa.
Marinho ainda voltou a defender que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), convoque os senadores para o funcionamento efetivo da Casa. Disse que a bancada de oposição tentou marcar uma reunião de líderes no fim de semana, sem sucesso.
O STF adiou a decisão sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes por causa do pedido de vista do ministro Flávio Dino. Pelo regimento da Corte, ele pode devolver o processo em até 90 dias, o que abre a possibilidade de a análise ficar para depois das eleições de outubro.
O plenário do Supremo passou o dia inteiro discutindo se deveria ou não fazer o julgamento nesta 3ª feira (15.set). É que antes de o julgamento começar, o ministro decano (mais antigo da Corte), Gilmar Mendes, propôs a análise de uma questão de ordem. Argumentou que havia procedimentos errados adotados pelo colega André Mendonça e que seria necessário julgar o caso de Moraes na semana que vem, quando também seria analisado um pedido de suspeição do próprio Mendonça.
A sessão transcorreu cheia de ofensas e xingamentos entre os ministros.
Gilmar e Mendonça trocaram críticas e se referiram mutuamente como levianos. No fim da tarde, durante um novo bate-boca entre os 2 magistrados, Dino apresentou o pedido de vista e travou todo o processo. Nesse momento, ainda pediu a palavra a ministra Cármen Lúcia e apresentou seu voto a respeito da questão de ordem.
O placar sobre a proposta apresentada por Gilmar ficou assim:
Assista à íntegra da sessão (7h50min):




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