“Raquel não quer entrar nessa polarização. Se disser que é Lula, a direita não vota nela, e se disser que é Bolsonaro, a esquerda não vota. No final, ela é Pernambuco”, afirmou. - Arthur Botelho | Folha de Pernambuco O vereador de Jaboatão dos Guararapes Marlus Costa (PP) avaliou que a disputa pelo governo de Pernambuco não deve ser marcada pela polarização entre esquerda e direita. Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, nesta terça-feira (11), o progressista afirmou que a divisão política nacional é prejudicial e defendeu que o eleitor avalie as entregas realizadas no estado antes de definir o voto.

Costa defendeu a decisão da governadora Raquel Lyra (PSD) de não declarar apoio a uma candidatura presidencial. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já decidiu apoiar João Campos (PSB), o que dificultaria uma aproximação direta da governadora com o petista. “Raquel não quer entrar nessa polarização. Se disser que é Lula, a direita não vota nela, e se disser que é Bolsonaro, a esquerda não vota. No final, ela é Pernambuco”, afirmou. Para o vereador, a estratégia permite que a governadora dialogue com diferentes setores do eleitorado e concentre o discurso na disputa estadual. O parlamentar também criticou políticos que, segundo ele, priorizam a exposição nas redes sociais em detrimento da entregas à população. “É muito político, deputado, vereador, cheio de vídeo no YouTube, viralizando, e a gente não vê entregar nada para a população”,  Na avaliação de Costa, a quantidade de visualizações e a repercussão de conteúdos nas redes sociais não devem ser utilizadas como principal parâmetro para medir a atuação de um parlamentar. Ele defendeu que o eleitor observe as ações realizadas, especialmente aquelas voltadas às comunidades mais carentes. Avaliação do governo Ao falar sobre a gestão estadual, Costa citou obras e ações que considera como resultados do governo Raquel Lyra. Entre os exemplos, mencionou a Barragem de Engenho Pereira, o Arco Metropolitano, investimentos na segurança pública e a convocação de mais de 4,8 mil policiais, além de obras nas áreas de saúde e educação. “A gente precisa olhar para o que foi realizado no estado durante esses quase quatro anos da governadora Raquel Lyra”, afirmou.