Em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, um terreno de 580 mil m² está sendo preparado para receber uma estrutura capaz de ampliar a produção públic...

O projeto promete ampliar de forma importante a capacidade nacional de produção de biológicos

Megaobra de R$ 2 bilhões ocupa terreno de 580 mil m² no Rio para erguer o maior centro de produção de biológicos da América Latina Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR

Em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, um terreno de 580 mil m² está sendo preparado para receber uma estrutura capaz de ampliar a produção pública de vacinas no Brasil. O Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS), da Bio-Manguinhos/Fiocruz, foi planejado para se tornar o maior centro de produção de biológicos da América Latina.

O CIBS é o novo campus industrial de Bio-Manguinhos criado para ampliar o processamento final de vacinas e biofármacos. Parte da infraestrutura do terreno já foi executada em etapas anteriores, com terraplenagem, fundações, redes provisórias e outras obras preparatórias.

O portfólio institucional de Bio-Manguinhos/Fiocruz informa que o campus terá 580 mil m², 10 prédios na configuração apresentada e capacidade planejada superior a 120 milhões de frascos por ano. A instituição classifica o CIBS como o maior centro de produção de produtos biológicos da América Latina.

O CIBS foi desenhado como um campus industrial, não como uma única fábrica. O plano reúne áreas produtivas, controle e garantia da qualidade, armazenagem, centrais de utilidades e espaço reservado para futuras expansões.

Os números publicados por Bio-Manguinhos ajudam a medir a escala planejada do empreendimento:

O complexo será voltado principalmente ao processamento final de vacinas e biofármacos. Biofármacos são medicamentos produzidos a partir de sistemas biológicos e usados em tratamentos de doenças crônicas, autoimunes, raras e oncológicas.

O Tribunal de Contas da União descreve o projeto como um conjunto de instalações para processamento final, controle de qualidade e armazenagem. Entre as etapas previstas estão:

Não. Os R$ 2 bilhões correspondem à parcela prevista no Novo PAC para o CIBS, enquanto documentos mais recentes tratam a implantação completa em uma ordem de grandeza próxima de R$ 9 bilhões.

A Casa Civil registra R$ 2 bilhões para o CIBS dentro do eixo do Complexo Industrial da Saúde. Já o TCU informou em outubro de 2025 que o contrato anterior tinha valor estimado em R$ 9,73 bilhões e citou CAPEX, o gasto de implantação, em torno de R$ 9 bilhões.

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O CIBS continua sendo um projeto federal prioritário, mas a implantação da estrutura principal entrou em uma nova etapa contratual. Em outubro de 2025, o TCU aprovou o encerramento do contrato built to suit firmado em 2022, depois que problemas de financiamento impediram o início daquela fase principal.

Em novembro de 2025, o Decreto nº 12.758 qualificou o CIBS no Programa de Parcerias de Investimentos para apoiar estudos de uma parceria público-privada. Isso mantém o projeto ativo, mas separa as obras preparatórias já feitas da futura implantação completa do campus.

Por isso, os R$ 2 bilhões do PAC não devem ser tratados como custo total nem as estruturas planejadas como totalmente erguidas. O terreno e parte das etapas iniciais já existem, enquanto a conclusão do maior centro de biológicos da região depende da nova modelagem, contratação e execução das próximas fases.