O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), em sua primeira passagem pelo Recife na campanha eleitoral, com o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) - Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco Uma mudança súbita de tom marcou o palanque do Partido Liberal, ontem, na capital pernambucana. Sem candidatura própria ao governo de Pernambuco, o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) tem atrelado sua imagem à de Raquel Lyra (PSD).
Até recorreu à Justiça para garantir essa associação. Mas ontem adotou uma postura reticente e calculada. Durante a primeira agenda do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) no Recife, o deputado não citou o nome da governadora nenhuma vez. O movimento ocorreu mesmo após o próprio Flávio Bolsonaro liberar o eleitorado quanto ao governo do estado. Em encontro com candidatos a deputado, manteve neutralidade diante do nome da governadora que evita alinhar-se ao bolsonarismo, embora os principais nomes ligados ao ex-presidente estejam no seu palanque. Flávio Bolsonaro restringiu pedidos de voto ao Senado a Mendonça e Carlos Sant’Anna (Novo) e às chapas proporcionais, mas garantiu “portas abertas em Brasília” a quem vencer o pleito local. Sem fazer referência à governadora, como apostavam os oposicionistas, Mendonça Filho reorientou as baterias contra a ameaça à sua eleição: o deputado Eduardo da Fonte (PP). Em ataque direto para puxar o voto útil conservador, disparou: “Quem diz que não é de esquerda nem de direita é de esquerda. Votar em Eduardo da Fonte é tirar voto meu”. A prioridade mudou no palanque de ontem, mas a sobrevivência eleitoral seguiu alinhada ao Palácio do Campo das Princesas.




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