Candidato ao Senado, o deputado Mendonça Filho (PL) não poupou ataques a concorrentes após sabatina na Fiepe - Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco A decisão liminar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), que atendeu a um recurso de Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) para proibir Mendonça Filho (PL) de vincular sua imagem à de Raquel Lyra (PSD), desencadeou uma reação virulenta.
Embora a ação traga a assinatura da dupla oficial ao Senado, o alvo das estocadas de Mendonça tem nome, sobrenome e endereço político: Eduardo da Fonte, com quem disputa o mesmo eleitorado no campo da centro-direita. Em tom provocativo, Mendonça classificou o incômodo dos rivais como puro “ciúme de macho”. E reforçou posições que ele ressalta serem de “coerência e coragem” com o uso cirúrgico de um diminutivo, ao comentar suas agendas ao lado da governadora: “Eu vou deixar de ir por quê? Porque o senadorzinho tá incomodado? Que continue incomodado”, disparou, após sabatina na Fiepe. A frase mais reveladora do destinatário dos ataques veio ao confrontar o histórico com o Palácio. Sem citar o líder do PP, Mendonça resgatou o longo processo de negociação de Da Fonte, que flertou com o ex-prefeito João Campos (PSB) antes de fechar com Raquel Lyra: “Tem candidato aí que há seis meses estava acenando para João Campos. Eu não preciso de andor para andar.” Mendonça se coloca como aliado de Raquel desde 2014, quando ela se elegeu deputada pelo PSB, e transformou a derrota no TRE em resistência à censura. Não vai se recolher e continuará disputando o eleitorado governista nas ruas, desafiando o rival. Da Fonte e Gadêlha não foram à sabatina. Estão no Sertão com a governadora.



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