“A pior ruína é a ruína da omissão” Tarcísio de Freitas, governador de SP, sobre Senado ser chamado para responsabilidade   Mendonça seguiu modelito de Moraes na PF Nunca antes na história “desse país” (sic) um diretor-geral da Polícia Federal foi afastado do comando. Mas aconteceu pior: um ministro do STF impediu a posse de um indicado para a direção da PF, anulando a prerrogativa presidencial de nomear auxiliares. Era governo Bolsonaro e a violência foi solicitada pela esquerda e canetada por Alexandre de Moraes. O aval do STF criou o precedente usado para afastar Andrei Rodrigues. André Mendonça não inventou, apenas seguiu o figurino.

Arapongagem O que nunca aconteceu nos 84 anos da PF foi o monitoramento flagrado de ministro do STF, gerando 6 “relatórios de inteligência” só em agosto. Só piora Ao citar os “relatórios de inteligência” Mendonça definiu a conduta de Andrei como disfuncional, irregular e de extrema gravidade. De araque Mendonça se refere aos relatórios da arapongagem como “documentos”, assim mesmo, com aspas, em todas as 24 citações. Escada Andrei Rodrigues chegou ao posto em 2023, por “sugestão” do então ministro da Justiça Flávio Dino, hoje ministro do Supremo. Agilidade de Mendonça limitou espaço para reações Os ministros mais experientes do Supremo foram surpreendidos pela agilidade e firmeza do colega André Mendonça, que logo cedo determinou o afastamento do diretor-geral e o diretor de Inteligência da Polícia Federal. Ato contínuo, o relator ainda encaminhou o caso para aval da Segunda Turma e fixou prazo para manifestação dos ministros até as 11h59 da manhã de ontem. Com isso, Mendonca não deu espaço para que sua medida fosse neutralizada pelas artes e manhas da Casa.  Maioria formada Antes que o Supremo velho de guerra percebesse, André Mendonça formou maioria. O pedido de vista de Gilmar virou voto vencido. Divergência A divergência de Gilmar não seria novidade. Em junho, ele criticou as prisões que envolveram a família Vorcaro. Foi posição vencida. Era esperado Era previsível no STF a reação de diretores da PF Rodrigues. Como no apoio recente dos superintendentes, todos foram nomeados por Andrei. Dino de Vorcaro Não tem relação com Flávio Dino o “Dino” achado pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro. Trata-se de Ascendino Madureira Garcia, o “Dino”, ex-“operador” de Vorcaro investigado pela PF por pagar propinas da Odebrecht a políticos, no escândalo da Petrobras no governo Lula II. Por força, não Não existe previsão regimental no Supremo Tribunal Federal para retirar à força o ministro André Mendonça da relatoria dos casos Master e INSS. A decisão de permanecer nos casos cabe apenas ao próprio ministro.