O Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) não aumentará a taxa de juros no próximo mês mesmo depois que um relatório do governo mostrou que a inflação, com base no indicador de referência do Fed, atingiu o nível mais alto dos últimos três anos nos Estados Unidos, apostavam operadores nesta quinta-feira (25), embora eles continuem vendo um aumento em setembro. Leia mais (06/25/2026 - 15h28)
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25.jun.2026 às 15h28
O Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) não aumentará a taxa de juros no próximo mês mesmo depois que um relatório do governo mostrou que a inflação, com base no indicador de referência do Fed, atingiu o nível mais alto dos últimos três anos nos Estados Unidos, apostavam operadores nesta quinta-feira (25), embora eles continuem vendo um aumento em setembro.
Os mercados financeiros estão agora precificando apenas cerca de 30% de chance de um aumento dos juros na reunião do banco central de 28 a 29 de julho, contra quase 40% mais cedo nesta quinta-feira, com base nas negociações dos contratos futuros do CME Group.
Eles ainda veem cerca de 80% de chance de que o Fed aumente sua taxa de juros de referência na reunião de 15 e 16 de setembro, em vez de mantê-la na faixa atual de 3,5% a 3,75%.
O índice PCE de preços subiu 4,1% nos 12 meses até maio, o maior aumento desde abril de 2023, informou nesta quinta-feira o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio dos Estados Unidos.
O Fed tem como meta uma variação de 2% nesse índice ao longo de 12 meses, meta que não é atingida há mais de cinco anos e que o chair do Fed, Kevin Warsh, em sua primeira reunião neste mês, afirmou que será cumprida.
Operadores e analistas interpretaram essa declaração e outras sobre a necessidade de reduzir a inflação como um fator que aumenta as chances de aumentos da taxa de juros no curto prazo.
Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o núcleo do PCE teve alta de 3,4% em maio na base anual, de 3,3% em abril.
"O relatório do PCE de maio é um lembrete de que a batalha contra a inflação ainda não acabou, mas também não é um sinal claro de que as pressões subjacentes sobre os preços estejam voltando a subir", escreveu Martin Beck, economista-chefe da Public Policy Holding Company (PPHC), em uma nota, acrescentando que o núcleo do PCE não acelerou em relação ao mês anterior.
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Com os preços dos combustíveis, que impulsionaram grande parte do salto da inflação geral em maio, agora em forte queda, "o Fed pode continuar paciente em vez de entrar em pânico", escreveu ele.
Os preços do petróleo estão agora próximos dos níveis anteriores à guerra com o Irã após uma primeira rodada de negociações sobre um acordo de paz, concluída na segunda-feira na Suíça.
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