Conheça Eugênio Giovenardi e o Sítio das Neves, primeira área de Cerrado do DF a se transformar em reserva particular de patrimônio nacional

Com as mãos unidas em forma de concha, o homem de cabelos brancos e chapéu tipo bucket se posta, acocorado, diante do curso d’água. O encontro com a nascente é repleto de intimidade. Enquanto o líquido fresco e límpido escorre entre os dedos, ele sorri com o orgulho de quem dedica a vida ao futuro do planeta.

Se tal aquífero existe, é porque o guardião da natureza investiu tempo e esforço em décadas de trabalho em nome do Cerrado. “A água faz parte da vida, pois foi da água que  nascemos. A natureza é a casa de todos os seres vivos”, ensina.

O ecossociólogo Eugênio Eugênio Giovenardi no Sítio das Neves

"A água faz parte da vida, pois foi da água que  nascemos. A natureza é a casa de todos os seres vivos", ensina Eugênio Eugênio Giovenardi

Eugênio Eugênio Giovenardi em curso d'água do Sítio das Neves

Eugênio Giovenardi na placa que atesta o Sítio das Neves como a primeira área de Cerrado do DF em reserva particular do patrimônio nacional, em caráter perpétuo.

Quiseram os deuses da floresta que o mês do Meio Ambiente — em 2026, de seca “chuvosa” no Distrito Federal — fosse celebrado no mesmo junho em que nasceu Eugenio Giovanardi. O protetor do bioma tipicamente brasiliense completa 92 anos neste domingo (28/6), tendo a conservação do ecossistema como presente.

Ex-seminarista, o gaúcho de Casca é escritor, filósofo, teólogo, cientista social e ecossociólogo. Também consultor aposentado da Organização Internacional do Trabalho e membro da Associação Nacional de Escritores.

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