Atlas/Bloomberg aponta que senador segue como principal nome do bolsonarismo para 2026, mesmo após acusações feitas pela ex-primeira-dama
Atlas/Bloomberg aponta que senador segue como principal nome do bolsonarismo para 2026, mesmo após acusações feitas pela ex-primeira-dama - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press) Apesar dos conflitos recentes entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Michelle Bolsonaro, a maioria dos brasileiros ainda vê o pré-candidato à Presidência da República como a melhor opção da direita para as eleições de 2026, de acordo com a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2/7).
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A pesquisa é o primeiro levantamento realizado desde a publicação dos vídeos da ex-primeira-dama em suas redes sociais, nos quais Michelle relata algumas crises que enfrentou no partido e afirma que o senador Flávio Bolsonaro a "desrespeitou" e a "maltratou".
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Entre os eleitores de Jair Bolsonaro entrevistados, 81,9% afirmam que o filho do ex-presidente é o nome preferido para a eleição presidencial, enquanto apenas 14,7% optaram por Michelle. Outros 2,1% disseram não ter preferência por nenhum dos dois, enquanto 1,4% afirmaram não saber responder.
Sobre o vídeo publicado pela ex-primeira-dama, 78% dos entrevistados afirmaram tê-lo assistido, enquanto 22% disseram não ter visto o relato. Aos que assistiram, a pesquisa perguntou sobre a decisão de Michelle de publicar o vídeo: 65,6% dos entrevistados que afirmam fazer parte do eleitorado de Jair Bolsonaro discordam da atitude da ex-primeira-dama, enquanto 26,5% concordam.
O levantamento ainda revela que, entre os eleitores do ex-presidente, a maioria não acredita nas declarações de Michelle Bolsonaro contra o enteado. Para 54,6%, as acusações não correspondem aos fatos, enquanto apenas 29,9% dizem confiar nas palavras da ex-primeira-dama.
No resultado geral, 51% dos entrevistados concordaram com a atitude de Michelle, enquanto 35,1% discordaram. Além disso, 59,6% afirmaram acreditar no depoimento da esposa de Jair Bolsonaro, mas, para 29,3%, o vídeo não foi convincente.
A maioria dos entrevistados (38,6%) afirmou que a motivação de Michelle para publicar o vídeo foi "um possível desejo de ser candidata à Presidência no lugar de Flávio". Outros 28,5% disseram que a intenção foi "apenas expor divergências políticas e pessoais". Já 22,3% avaliaram que a atitude da ex-presidente nacional do PL Mulher foi uma manobra para "aumentar seu poder político dentro do PL".
Apesar de a rusga com Michelle ter levantado um alerta sobre a necessidade de aproximar Flávio do público feminino, a pesquisa mostra que a maior parte do eleitorado feminino vota no senador. Flávio Bolsonaro registra 86,9% da preferência entre as mulheres e 74,9% entre os homens. Já Michelle concentra mais apoio entre o eleitorado masculino, com 18,8% das intenções de voto, contra 10,8% entre as mulheres.
A percepção sobre o nível de lealdade a Jair Bolsonaro também foi alvo da pesquisa. Quando questionados sobre quem seria mais fiel ao ex-presidente, Michelle ou Flávio, o senador recebeu 38,3% das respostas, contra 15,5% da esposa de Jair Bolsonaro. Outros 30,9% avaliaram que ambos demonstram o mesmo nível de lealdade.
Mesmo sem indicar um grande impacto na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, a pesquisa ressalta que 28,9% dos entrevistados consideram a participação de Michelle na campanha do enteado "muito importante", enquanto 26,5% a classificam como "importante". Outros 16,3% a consideram "pouco importante", e 11,7% afirmam que ela não tem nenhuma importância.
Além disso, para 37,8% dos entrevistados, a exposição do conflito entre Michelle e o enteado enfraquece muito a candidatura de Flávio. Outros 26,3% avaliam que a tensão enfraquece um pouco a campanha; 22,4% não veem a situação como algo que afete a candidatura do filho de Bolsonaro; e 7,1% afirmam que, na realidade, a ação de Michelle fortaleceu Flávio.
A pesquisa entrevistou 4.999 pessoas entre 26/6 e 30/6 e tem margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-04582/2026.
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Jornalista pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), aficionada por jornalismo político e jornalismo em quadrinhos, além de ilustradora. Com passagens por CNN Brasil, SBT News e SBT Brasil




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