Sem precisar provar seu talento, craque lutou com a seleção para provar seu amor à Argentina

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19.jul.2026 às 22h45

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Messi foi às lágrimas quando recebeu a medalha de prata pelo vice-campeonato na Copa do Mundo. Ele ainda tentava digerir a derrota para a Espanha, na prorrogação, por 1 a 0.

Depois de atuações magistrais ao longo do Mundial, dessa vez, nem ele conseguiu fazer a Argentina reagir em campo.

Mas, diferentemente de outras derrotas, essa não vai abalar a relação do craque com seus compatriotas. Assim como fez no Qatar, há quatro anos, ele provou novamente que joga por amor à Argentina. E fez tudo que estava a seu alcance para buscar mais um título.

O troféu não veio e, aos 39 anos, ele dificilmente terá a chance de voltar a maior palco do futebol, embora não tenha confirmado seu adeus das Copas.

Caso confirme sua despedida, além de liderar uma barca de experientes jogadores que também devem deixar a seleção, serão inevitáveis as comparações com outros gênios da bola, principalmente com Pelé e Maradona.

Os dois são referências inevitáveis sempre que se tenta medir a grandeza de qualquer jogador. Mas usá-los como régua de comparação exige equiparar diferentes épocas do futebol, sem considerar toda a evolução do esporte em termos de condições de jogo e da forma como ele passou a ser percebido pela mídia. Além, é claro, do significado que ambos carregam para além das quatro linhas.

Mas, se há um jogador que também pode ser considerado um sinônimo da maior expressão de um craque, esse jogador é justamente Lionel Messi.

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Assim como no Mundial do Qatar, o astro conduziu sua seleção a mais uma final de Copa, com atuações que ficarão marcadas não só por sua técnica, mas pela capacidade de despertar uma reação no elenco.

Quatro anos após a conquistar a Copa de 2022, ele provou que a passagem do tempo pouco parece afetá-lo, mesmo aos 39 anos.

Mesmo com o vice-campeonato, Messi já consolidou uma carreira que há muito deixou de ser apenas uma sequência de conquistas para se transformar em parte da história do próprio futebol.

Seu talento ainda encanta como acontecia há 22 anos, quando conquistou pelo Barcelona o primeiro de seus 46 títulos como profissional. Ninguém tem mais troféus no futebol do que ele, reflexo de uma rara longevidade no esporte, com mais de duas décadas atuando em alto nível —eleito oito vezes o melhor do mundo.

Ainda que exista um vasto repertório de números para exaltar sua grandeza, os números por si só não conseguem dar conta de definir a grandeza do camisa 10. Nem traduzir seu impacto para as gerações de fãs e atletas que o acompanharam.