Boato sobre suposto diagnóstico de autismo de Lionel Messi surgiu em 2013, a partir de texto publicado no Brasil sem comprovação.
Lionel Messi, um dos maiores jogadores da história do futebol, não tem diagnóstico público confirmado de autismo, apesar de um boato que circula há mais de uma década na internet. A história surgiu no Brasil em 2013 e recebeu negativas do pai do atleta e de Diego Schwarzstein, médico que tratou o argentino na infância.
Na época, médicos ainda usavam o termo Asperger para descrever pessoas autistas sem atraso intelectual ou grandes dificuldades de linguagem. Os principais manuais médicos incorporaram essa classificação ao Transtorno do Espectro Autista, dividido por níveis de suporte de acordo com as necessidades de cada pessoa.
O texto de 2013 associava características conhecidas de Messi, como timidez em entrevistas, comportamento reservado e repetição de movimentos em campo, a sinais de autismo. Essas interpretações não bastam para um diagnóstico, que exige avaliação ampla de profissionais especializados.
Um post compartilhado por Lazaro Inacio (@neuropediatrasalvador)
Especialistas apontam que associar o talento de Messi a um diagnóstico sem confirmação alimenta estereótipos sobre o autismo, como a ideia de que pessoas no espectro sempre têm habilidades extraordinárias. Entre referências públicas que falaram sobre o próprio diagnóstico estão a escritora e pesquisadora Temple Grandin, o ator Anthony Hopkins e a ativista Greta Thunberg.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário