A disputa entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo pode ir além de gols, títulos e estatísticas. Um estudo com 10.661 entrevistados em 26 países, incluindo o Brasil, aponta que a identidade política foi o fator individual mais consistente para explicar a preferência entre os dois jogadores. Segundo a pesquisa, pessoas mais ligadas a ideias de [...]
A disputa entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo pode ir além de gols, títulos e estatísticas. Um estudo com 10.661 entrevistados em 26 países, incluindo o Brasil, aponta que a identidade política foi o fator individual mais consistente para explicar a preferência entre os dois jogadores. Segundo a pesquisa, pessoas mais ligadas a ideias de esquerda tenderam a preferir o argentino, enquanto eleitores mais conservadores se inclinaram por CR7.
Segundo o estudo, Messi costuma ser associado a uma imagem mais discreta, familiar e coletiva, enquanto Cristiano Ronaldo é percebido como uma figura de afirmação individual, autoconfiança e busca explícita por excelência. A pesquisa ressalta que não faz afirmações sobre as características reais dos atletas, mas sobre a forma como suas imagens públicas são recebidas.
Além da ideologia, outros fatores apareceram na análise. Pessoas com maior aprovação de atitudes autoritárias, maior autoestima e maior consumo de notícias em vídeos curtos tenderam a preferir Cristiano Ronaldo.
A relação entre política e preferência pelos jogadores foi mais forte entre entrevistados jovens e de meia-idade, perdendo força entre grupos mais velhos. Para os autores, isso indica que a fusão entre identidade política e gosto cultural parece mais presente em gerações socializadas em ambientes de maior polarização.
Entre os 26 países analisados, 19 apresentaram diferenças estatisticamente significativas. Oito tenderam a Messi, entre eles Argentina, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá. Onze tenderam a Cristiano Ronaldo, incluindo Portugal, França, China, México, Turquia e Indonésia. Outros sete países, entre eles o Brasil, não tiveram diferença significativa.
No Brasil, os 405 entrevistados mostraram divisão. Cristiano teve média de 5,82, contra 5,80 de Messi, diferença considerada estatisticamente irrelevante. Em um teste alternativo, o país apareceu com inclinação por Cristiano Ronaldo, mas os testes principais não confirmaram preferência significativa.


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