Microplásticos são encontrados em girinos da Amazônia pela 1a vez Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) detectaram microplásticos em girinos da Amazônia pela primeira vez nas Américas. A descoberta revela que a poluição plástica atinge até ambientes temporários formados no interior da floresta. Os cientistas coletaram as amostras em poças ocasionais dentro de um local preservado. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram O resultado amplia as

Por Giovanne Cury*, Terra da Gente

22/06/2026 13h58 Atualizado 22/06/2026

Pesquisadores da UFPA detectaram microplásticos em girinos da Amazônia pela 1ª vez nas Américas. A descoberta ocorreu em poças de uma área preservada.

A ingestão ocorre por acidente ou contato cutâneo. O material causa alterações digestivas, danos nos tecidos, mudanças de comportamento e prejuízos no crescimento.

Os cientistas investigam se os microplásticos permanecem nos indivíduos após a metamorfose para a fase adulta. As partículas têm potencial de bioacumulação.

A maioria das partículas encontradas são fibras de tecidos sintéticos. A falta de saneamento em comunidades próximas pode favorecer a contaminação.

Microplásticos são encontrados em girinos da Amazônia pela 1ª vez

Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) detectaram microplásticos em girinos da Amazônia pela primeira vez nas Américas. A descoberta revela que a poluição plástica atinge até ambientes temporários formados no interior da floresta. Os cientistas coletaram as amostras em poças ocasionais dentro de um local preservado.

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O resultado amplia as evidências de que os microplásticos já se disseminaram em praticamente todos os ecossistemas do planeta, inclusive em áreas conservadas.

A bióloga Fabrielle Barbosa de Araújo, autora principal da pesquisa, afirma que a ciência ainda estuda pouco os ambientes temporários em relação à contaminação por microplásticos.

“Esses locais funcionam como importantes berçários para diversas espécies, incluindo os anfíbios. Como se formam em áreas florestais, os mecanismos de entrada dos microplásticos são diferentes daqueles observados em rios e lagos permanentes”, explica a bióloga.

A pesquisa destaca que as florestas atuam como reservatórios temporários dessas partículas. O vento ou a água transportam os microplásticos, que ficam retidos no solo e na matéria orgânica. Durante os períodos chuvosos, os resíduos acabam chegando às poças e lagoas.

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Microplásticos são encontrados em girinos da Amazônia pela 1ª vez nas Américas — Foto: Bruno Ferreira e Fabrielle Barbosa de Araújo

Como ocorre esse contato?

A ingestão acidental pelos girinos representa a forma mais comum de exposição. Os animais confundem as pequenas partículas plásticas com alimento ou consomem organismos já contaminados, o que incorpora os microplásticos ao longo da cadeia alimentar.

No entanto, essa não é a única forma de contaminação.

“Partículas plásticas podem se acumular nas brânquias ou aderir à pele, interferindo em funções fisiológicas importantes”, afirma Fabrielle.