Processo eleitoral de terça-feira (3) define os novos representantes na Câmara e no Senado americano, podendo representar um futuro desafio para Donald Trump

Os EUA realizam na terça-feira (3) as eleições de Meio de Mandato (Midterms). A votação é considerada decisiva para o governo do presidente Donald Trump, que assumiu o cargo em janeiro de 2025, e pode definir o equilíbrio de forças no Congresso americano durante a segunda metade de seu mandato.

Nessas eleições, os americanos escolherão os representantes da Câmara e parte dos integrantes do Senado. Também serão realizadas eleições para governador em 36 estados, além de disputas legislativas e votações sobre propostas estaduais.

A principal questão é se o Partido Republicano conseguirá manter o controle das duas Casas do Congresso ou se os democratas conquistarão maioria em uma delas, ou em ambas, dificultando a aprovação da agenda de Trump.

Na Câmara dos Representantes, todos os 435 assentos estarão em disputa. Os deputados americanos cumprem mandatos de dois anos.

Já no Senado, 35 das 100 cadeiras serão renovadas. Os senadores têm mandatos de seis anos.

Atualmente, os republicanos têm vantagem de 53 a 47 no Senado. Como o vice-presidente JD Vance pode desempatar votações na Casa, os democratas precisam conquistar quatro cadeiras para obter a maioria.

Na Câmara, a tarefa é mais próxima: os democratas precisam ganhar três assentos para assumir o controle.

O cenário é considerado mais difícil para os democratas no Senado, devido ao mapa eleitoral. Entre os estados em que o partido pretende avançar, Maine é o único que votou em Kamala Harris nas eleições presidenciais de 2024.

Além das disputas pelo Congresso, os americanos escolherão 36 governadores. Também estarão em jogo cargos estaduais, como procurador-geral e secretário de Estado, mais de 6 mil assentos em legislaturas estaduais e dezenas de propostas de emenda constitucional.

As urnas serão fechadas em horários diferentes, de acordo com os estados e os fusos horários. Abaixo, os horários estão convertidos para o horário de Brasília.

A sequência de encerramento da votação não representa necessariamente a ordem em que os resultados serão conhecidos. A velocidade da apuração varia entre os estados e pode depender da contagem de votos antecipados e enviados pelo correio.

- Distritos 3, 5, 6, 7 e 9 de Indiana; - Distritos 3 a 6 de Kentucky.

- Distritos 3 a 28 da Flórida; - Distritos 1, 2, 4 e 8 de Indiana; - Carolina do Sul; - Virgínia; - Geórgia; - Distritos 1 e 2 de Kentucky; - Vermont.

- Carolina do Norte; - Virgínia Ocidental; - Ohio.

- Alabama; - Delaware; - Illinois; - Maine; - Massachusetts; - Mississippi; - Nova Hampshire; - Oklahoma; - Rhode Island; - Distritos 1 a 15, 17 a 22 e 24 a 38 do Texas; - Connecticut; - Distritos 1 e 2 da Flórida; - Distritos 2 a 4 do Kansas; - Maryland; - Distritos 2 a 13 de Michigan; - Missouri; - Nova Jersey; - Pensilvânia; - Tennessee.

- Arizona; - Iowa; - Louisiana; - Minnesota; - Novo México; - Dakota do Norte; - Distritos 16 e 23 do Texas; - Wyoming; - Colorado; - Kansas; - Michigan; - Nebraska; - Nova York; - Dakota do Sul; - Wisconsin.

- Distrito 2 de Idaho; - Nevada; - Montana; - Utah.

- Califórnia; - Oregon; - Distrito 1 de Idaho; - Washington.

Além dos horários de fechamento das urnas, algumas disputas pelo Senado devem concentrar a atenção durante a apuração. O ritmo de divulgação dos votos varia de estado para estado e pode provocar mudanças temporárias na liderança.

A maioria das urnas da Flórida fecha às 19h no horário local (21h, em Brasília). Os condados começam a divulgar votos antecipados e enviados pelo correio quase imediatamente.