O presidente argentino tem feito ataques constantes ao petista, o que levou a uma escalada nas tensões e uma crise diplomática inédita entre os países
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Javier Milei intensifica a crise diplomática com o Brasil ao compartilhar uma postagem que chama Lula de “porco” e “criminoso”. O presidente argentino tem feito constantes ataques ao homólogo brasileiro, o que levou a uma escalada nas tensões entre os países, que estão sem embaixadores, impactando as relações bilaterais.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou à carga contra o homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio à crise diplomática entre os dois países ao compartilhar, no último domingo 9, uma postagem nas redes sociais em que o petista é chamado de porco.
“O ódio e o desprezo com que o criminoso Lula da Silva, do Brasil, se manifesta em relação ao nosso secretário de Estado, Marco Rubio, vêm diretamente de seus chefes na ditadura castro-comunista”, afirmou em seu perfil no X (ex-Twitter) o deputado americano Carlos Giménez, do Partido Republicano, em referência ao regime de seu país de origem. “Os brasileiros merecem muito mais do que esse porco”, ele completou.
O mesmo parlamentar, eleito pela Flórida, chegou a publicar uma montagem feita com inteligência artificial (IA) da foto de Nicolás Maduro após ser capturado na operação militar dos Estados Unidos em janeiro — no lugar do ditador da Venezuela, aparece a imagem de Lula e a legenda: “o que o espera”. (Neste caso, não houve compartilhamento por Milei.)
— Rep. Carlos A. Gimenez (@RepCarlos) August 9, 2026
Nos últimos dias, o argentino já havia postado mais mensagens críticas sobre Lula em sua conta. Ele republicou, por exemplo, a imagem do mandatário brasileiro sendo fichado no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) em 1980, quando foi preso por liderar greves de metalúrgicos durante a ditadura militar, e compartilhou um post do escritor ultraconservador Agustín Laje, em que afirma que a imprensa argentina tenta “forjar a imagem de um Lula inocente e honesto” e que “uma parcela significativa da mídia decidiu que proteger o socialismo do século 21 exigia mentir a seu favor”.
As mensagens vêm após uma sequência recente de ataques de Milei a Lula. Na convenção nacional do Partido Liberal (PL) que lançou oficialmente a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, o argentino chamou o presidente brasileiro de “presidiário” ” e “lixo socialista“, dirigindo críticas ainda ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após um ensaio de desescalada por parte da chancelaria argentina, Milei voltou a mencionar Lula em entrevista à emissora argentina LN+ na semana passada, chamando-o de “ladrão” e “corrupto” e voltando a questionar decisões do Supremo que anularam as condenações de Lula nos processos da Lava Jato.
A representação diplomática entre os dois países foi afetada pelo impasse. Brasil e Argentina estão atualmente sem seus embaixadores em Buenos Aires e Brasília, e os assuntos bilaterais são conduzidos por encarregados de negócios. Vieira afirmou que a recomposição dos postos de embaixador poderá ocorrer depois que forem eliminadas as circunstâncias que levaram ao quadro atual.
“Precisamos ser muito claros quanto a isso, pelo bem dessa relação: esse tipo de agressão deve cessar imediatamente para que possamos trabalhar no vínculo bilateral, que é tão importante”, disse Mauro Vieira, chanceler de Lula, ao jornal argentino Clarín. Vieira afirmou que Brasília continua tratando a Argentina como um parceiro estratégico e que o governo espera uma demonstração equivalente por parte da administração Milei.




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