Os Estados Unidos mantêm operações militares contra o narcotráfico no norte do Equador , perto da fronteira com a Colômbia, de acordo o governador regional. Leia mais (08/20/2026 - 20h36)

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20.ago.2026 às 20h36

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Os Estados Unidos mantêm operações militares contra o narcotráfico no norte do Equador, perto da fronteira com a Colômbia, de acordo com o governador local.

Washington e Quito fazem operações conjuntas há meses para enfrentar os grupos criminosos no país sul-americano, mergulhado em uma onda de violência.

"Estamos com o sétimo grupo do Exército dos Estados Unidos trabalhando em conjunto na luta contra o narcoterrorismo", disse nesta quarta-feira (19) o governador da província de Esmeraldas, Juan Jaramillo, que se recusou a responder quantos militares americanos estão mobilizados na região e desde quando.

As operações são realizadas sob sigilo e fazem parte do acordo Escudo das Américas, uma coalizão formada por cerca de 20 países da América Latina e do Caribe, criada e liderada pelo presidente americano, Donald Trump.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou no último dia 13 que as Forças Armadas americanas se preparavam para realizar operações no território de países aliados com o objetivo de combater organizações de narcotráfico na América Latina.

A província costeira de Esmeraldas é assolada por assassinatos, sequestros e extorsões cometidos por grupos do narcotráfico, que usam os portos do Pacífico para exportar drogas aos EUA e à Europa.

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O ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, anunciou nesta quinta-feira (20) a chegada de dois navios de guerra e três helicópteros Black Hawk americanos para controlar pontos marítimos e cidades costeiras, como a violenta Manta.

"Vamos triplicar nossa capacidade de interdição na zona marítima", disse em vídeo compartilhado nas redes sociais, com música de guerra ao fundo.

O presidente de direita do país, Daniel Noboa, tenta reduzir a criminalidade com uma política de linha-dura desde que assumiu a Presidência, em 2023. Mas os índices de homicídios não dão trégua, tendo atingido o recorde de 52 por 100 mil habitantes no ano passado.

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O governo equatoriano publicou nesta semana um decreto que permite que militares americanos permaneçam em território equatoriano por até 180 dias sem visto e lhes concede imunidade migratória.

Trump, aliado regional de Noboa, promove uma política antidrogas com bombardeios e ataques terrestres no continente americano.