O Ministério da Saúde apresentou a integração do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) à Central de Comando de UTIs Inteligente...
Equipe do Imip em videochamada com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha - Foto: Ricardo Fernandes/Folha de Pernambuco O Ministério da Saúde apresentou a integração do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) à Central de Comando de UTIs Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quinta-feira (3).
O hospital filantrópico pernambucano passa a ter conexão em tempo real com o núcleo instalado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).
O projeto permite o compartilhamento de dados sobre o atendimento e a evolução do quadro clínico dos pacientes.
A sala sede contará com monitoramento 24 horas com o objetivo de gerar evidências científicas que subsidiem a ampliação de protocolos clínicos.
Além do Imip, a estrutura de UTIs Inteligentes conta com unidades nos estados do Amazonas, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.
Avanços Por meio de videochamada direto do HC-FMUSP com equipes do Imip e outros hospitais, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou a importância da central de UTIs Inteligentes.
"A grande questão [dessa central] é poder monitorar e acompanhar um fluxo enorme de leitos e casos. Isso vai fazer com que você tenha muito mais experiência na resposta de cada intervenção que foi feita. É como se tivesse um grande complexo hospitalar, sendo que de um grande do computador e da interação", afirmou.
A central vai possibilitar o uso da inteligência artificial na terapia intensiva, por meio de uma integração e expansão de dados.
De acordo com a diretora de Governança Clínica do Imip, Marianna Pontes, essa integração de maneira estruturada vai gerar um avanço nos tratamentos.
"Teremos várias UTIs integradas fornecendo dados e a gente tomando decisões baseada nesses dados. É um grande avanço e salto de qualidade na atenção ao paciente clínico voltado para as redes de UTIs inteligentes", disse.
Os dados compartilhados na rede serão, por exemplo, sinais vitais como pressão e frequência cardíaca, quantidade de diurese, peso, e até o uso da ventilação no paciente.
Pioneirismo A integração do Imip ao sistema teve os testes iniciados em junho deste ano. A UTI contemplada do hospital filantrópico foi de transplante, que recebe pacientes em situação pré ou pós operatório de cirurgia cardíaca.
A coordenadora de Enfermagem das UTIs Adultas do Imip, Nataly Sodre, detalha que será possível ter uma atuação prévia mais eficaz com a integração.
"Conseguimos ter uma medicina preventiva baseada em evidências para que a gente possa atuar de forma fidedigna com os pacientes. Precocemente, avaliamos se esse paciente tem um agravamento clínico ou não. Isso é muito importante dentro do perfil cardiológico".
O Imip foi o primeiro hospital filantrópico 100% SUS integrado à rede. "Isso é uma representatividade imensa. Além de ser uma referência nacional para cirurgia cardíaca e transplantes, a gente também considera um ganho enorme para a população pernambucana", completou Nataly.
O Ministério da Saúde pontua que as UTIs Inteligentes são a primeira etapa da implementação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão no SUS.




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