Ministro da Fazenda defendeu tributação maior sobre renda e patrimônio, corte de benefícios fiscais e revisão de programas sociais.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu uma agenda para os próximos anos com aumento da tributação sobre a renda dos mais ricos, revisão de programas sociais e corte de benefícios fiscais. Ele afirmou que o país precisa tributar menos o consumo e avançar sobre renda e patrimônio para melhorar a economia.
Durigan disse que ainda não recebeu convite formal da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição para participar da elaboração do programa de governo. Mesmo assim, relatou conversas com José Sérgio Gabrielli, responsável pelo programa petista, com Edinho Silva, presidente do PT, com Lula e com aliados de partidos como PSB e PDT.
Uma das propostas citadas por Durigan é ampliar a tributação sobre renda no Brasil, especialmente entre contribuintes de maior capacidade econômica. A reforma tributária aprovada não alterou esse ponto e manteve o país com peso elevado de impostos sobre consumo, modelo que atinge proporcionalmente mais a população pobre.
Durigan defendeu a tributação de lucros e dividendos, isenta no Brasil desde a segunda metade dos anos 1990. Dados da Tax Foundation indicam que a alíquota média nos países da OCDE chegou a 24,7% em 2024; nesse grupo, apenas Estônia e Letônia não cobram imposto sobre esse tipo de rendimento. A medida também chegou a ser proposta no governo Jair Bolsonaro, com Paulo Guedes no Ministério da Economia, e passou pela Câmara em 2021, mas não avançou no Senado.




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