Wellington Silva foi criticado por falta de articulação e de liderança durante a crise envolvendo a Polícia Federal e as investigações do caso Master

Priorize VEJA no Google A crise envolvendo o governo, nessa guerra de decisões judiciais do STF sobre o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, levou Lula a avaliar demitir o chefe da Justiça, Wellington Silva.

Segundo um aliado do petista, o ministro, que é responsável pela PF, não defendeu Lula na crise e foi cobrado por isso.

“Wellington foi, no mínimo, omisso. Poderia ter evitado esse afastamento do Andrei”, diz o conselheiro do presidente.

A leitura de Lula é de que ele teve que se expor pessoalmente — em plena campanha eleitoral — e defender o governo nessa crise do STF porque o ministro da Justiça não atuou.

Além de Lula, restou ao número dois da PF, Wiliam Murad, defender Andrei e a corporação, chamando a decisão de André Mendonça de “ataque”.

Em defesa de Wellington Silva, um aliado diz que o ministro da Justiça sabe que há outros fatos graves contra Andrei em apuração com André Mendonça: “O ministro não quer interferir”.

Depois que Edson Fachin colocou Andrei Rodrigues de volta no cargo e encerrou a guerra no STF, o ministro da Justiça até divulgou nota:

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública renova a mais absoluta confiança nas instituições republicanas que prestigiam a Constituição Federal e as leis do nosso país.

A Polícia Federal continuará contando com o elevado prestígio e a credibilidade conquistados perante a sociedade brasileira, bem como cumprindo suas missões institucionais com dedicação e compromisso, por meio do trabalho de todos os seus integrantes, da direção superior aos servidores mais recentemente incorporados aos seus quadros.

Da mesma forma, o Ministério da Justiça e Segurança Pública reafirma que todas as investigações conduzidas pela Polícia Federal deverão prosseguir com absoluta independência, rigor técnico e estrita observância da lei, alcançando todos os fatos e todos os envolvidos, sem exceções.

A preservação da autonomia investigativa da Polícia Federal constitui garantia indispensável ao Estado Democrático de Direito, e nenhuma circunstância poderá comprometer a continuidade, a profundidade ou a integridade das apurações em curso. Cabe à Polícia Federal investigar, com plena liberdade e responsabilidade, onde quer que os fatos a conduzam, para que a verdade seja integralmente esclarecida e as responsabilidades, quaisquer que sejam, devidamente apuradas.”