Aeronave com destino a Tel Aviv mudou de rota após confronto na cabine; copiloto teria esfaqueado comandante

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Jerusalém | Reuters e AFP

O copiloto de um voo de Dubai para Tel Aviv é suspeito de ter esfaqueado o comandante em um possível ataque terrorista nesta quarta-feira (30), obrigando o avião a desviar para a Arábia Saudita, onde pousou em segurança.

O governo de Israel avalia que o episódio foi uma tentativa de ataque terrorista. "A noção ingênua de que nossos inimigos prezam pela vida e de que deveríamos ter pena deles recebeu outro lembrete nesta manhã, na forma de um terrorista que planejava derrubar um avião e assassinar os israelenses a bordo", afirmou o ministro da Segurança Nacional de Israel, o extremista Itamar Ben-Gvir.

Segundo agência Reuters, que ouviu autoridades israelenses sob condição de anonimato, o copiloto teria tentado derrubar o avião. De acordo com elas, ele teria esfaqueado o comandante antes de a tripulação entrar na cabine de comando e assumir o controle da aeronave.

Uma das autoridades identificou o suposto agressor como cidadão de Omã.

Anteriormente, por volta do momento em que o avião pousou na Arábia Saudita, Doron Spielman, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro israelense, disse à Reuters que não se acreditava que o incidente tivesse sido um sequestro, descrevendo-o como um "incidente diferente". Ele não respondeu a um novo pedido de comentário sobre se Israel estava tratando o caso como um incidente terrorista.

As autoridades ouvidas pela Reuters disseram que a avaliação atual de Israel é de que o incidente foi uma tentativa de ataque terrorista e não estava relacionado a nenhum tipo de problema de saúde mental de qualquer um dos pilotos.

O voo FZ1073, da Flydubai, partiu de Dubai com destino a Tel Aviv e foi desviado para a Arábia Saudita enquanto sobrevoava o espaço aéreo da Jordânia. Segundo o Flightradar24, a aeronave emitiu primeiro um sinal geral de emergência e, depois, outro que indicava possível interferência ilícita.

Dados de rastreamento mostram que o Boeing 737 perdeu quase 14 mil pés (4.267 metros) de altitude em menos de 30 segundos antes do primeiro alerta. O avião voltou a emitir o sinal geral de emergência antes de pousar com segurança no aeroporto de Tabuk, no noroeste saudita.

Segundo a imprensa israelense, havia cerca de 150 passageiros a bordo, a maioria israelenses. Não está claro quem acionou os sinais de emergência.

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Em um vídeo supostamente feito por um passageiro israelense a bordo do voo e amplamente divulgado pela imprensa israelense, o passageiro disse que um dos pilotos ficou gravemente ferido e o outro sofreu ferimentos leves depois que um deles foi esfaqueado.

O aeroporto de Tabuk informou que os dois pilotos foram hospitalizados. Nem o aeroporto nem o suposto passageiro identificaram o responsável pelo ataque.

A imprensa israelense publicou relatos conflitantes sobre o incidente, e alguns veículos informaram que um piloto teria tentado derrubar o avião de passageiros em uma suposta tentativa de suicídio. Alguns veículos de comunicação israelenses identificaram os pilotos como cidadãos de Omã e dos Emirados Árabes Unidos, enquanto outros disseram que eles eram russo e ucraniano.

O incidente desencadeou consultas de segurança nacional em Israel, que não mantém relações diplomáticas oficiais com a Arábia Saudita, onde o avião pousou.