Míriam Leitão compara os reajustes do Bolsa Família feitos por Lula e Bolsonaro, destacando diferenças de escala, duração e financiamento.

Em coluna publicada nesta quinta-feira (17) no Globo, sob o título “Há muitas diferenças entre o aumento do Bolsa Família de Lula e o de Bolsonaro”, Míriam Leitão afirma que os dois presidentes anunciaram elevações no benefício em períodos eleitorais e com interesse nas urnas, mas ressalta diferenças de escala, duração e financiamento.  A jornalista aponta que o reajuste de 15% anunciado por Lula repõe a inflação acumulada desde a retomada do programa, em 2023, quando o valor básico foi fixado em R$ 600. Já Bolsonaro, segundo ela, elevou o benefício em 50% em 2022, de R$ 400 para R$ 600, provocando um choque de custos. Confira trechos:

O aumento de Lula, no entanto, foi apenas um reajuste pela inflação dos quatro anos passados. Desde que foi relançado, em 2023, até agora, o valor era o mesmo: R$ 600, sem reajuste. Agora subiu 15%, o que cobre a inflação do período. O de Bolsonaro foi de 50% de aumento, um salto que criou um choque de custos no programa. Era R$ 400 e foi para R$ 600.