Se existe um sapato que resume o inverno 2026, ele provavelmente é o mocassim japonês. Após temporadas marcadas pela ascensão das sapatilhas e botas de cano longo, a moda volta os olhos para um modelo que combina conforto, funcionalidade e um visual discreto, características que há muito tempo fazem parte do design japonês. Miu Miu, outono/inverno 2026 Lauchmetrics/Spotlight Embora existam diferentes interpretações, o chamado mocassim japonês costuma reunir algumas caracteri?

Se existe um sapato que resume o inverno 2026, ele provavelmente é o mocassim japonês. Após temporadas marcadas pela ascensão das sapatilhas e botas de cano longo, a moda volta os olhos para um modelo que combina conforto, funcionalidade e um visual discreto, características que há muito tempo fazem parte do design japonês.

Embora existam diferentes interpretações, o chamado mocassim japonês costuma reunir algumas características em comum: bico arredondado ou levemente quadrado, sola baixa, acabamento em couro de alta qualidade e uma construção pensada para o conforto prolongado. Em vez de investir em detalhes chamativos, o modelo se destaca pela qualidade de fabricação, materiais nobres e uma silhueta capaz de atravessar o tempo.

Ao contrário das versões mais robustas que dominaram as últimas temporadas, essas trazem proporções mais enxutas. Alguns modelos também carregam referências aos sapatos usados por estudantes japoneses, reinterpretando o uniforme escolar sob uma perspectiva contemporânea.

O primeiro sinal dessa tendência veio das passarelas. Ainda nas coleções de verão 2026, a japonesa Issey Miyake apresentou o modelo em produções de espírito lúdico. Na mesma temporada, a Acne Studios combinou o calçado a vestidos fluidos e peças de alfaiataria, enquanto a Moschino e a MM6 Maison Margiela apostaram em interpretações que transitavam entre o clássico e o experimental. A Jil Sander, por outro lado, reforçou a vocação minimalista do mocassim japonês.

A ascensão do modelo, no entanto, começou antes. Na temporada de inverno 2025, a Loewe apresentou versões em cores vibrantes que rapidamente se tornaram um dos calçados mais comentados da coleção.

No Brasil, a PACE, comandada por Felipe e Juliana Matayoshi, também já apresentou loafers cheios de charme e versatilidade.

Assim como aconteceu com as sapatilhas, o segredo está no contraste entre o visual clássico do calçado e produções mais audaciosas.

No dia a dia, ele funciona com o clássico combo jeans e camisa oversized — se for colorida, traz um charme a mais.

Para o escritório, aparece ao lado de calças de alfaiataria amplas, tricôs de gola alta e blazers estruturados.

Outra combinação que ganha força na temporada mistura o mocassim japonês com meias aparentes, saias plissadas e vestidos leves, reforçando a influência do universo preppy sem cair em um visual excessivamente literal.

Marcas japonesas para conhecer

Entre as etiquetas mais lembradas quando o assunto é mocassim está a Haruta, conhecida há décadas por produzir os modelos usados em uniformes escolares no Japão. O conforto e a durabilidade ajudaram a transformar a marca em uma referência também no mercado da moda.

Outros nomes que merecem atenção são Regal Shoe & Co., reconhecida pelos modelos clássicos em couro; Oriental Shoemaker, que aposta em silhuetas discretas e acabamento artesanal; Hender Scheme, famosa por reinterpretar peças tradicionais com uma abordagem conceitual; e Leinwande, que apresenta versões híbridas entre mocassim e mule.