Ex-deputado foi condenado pelo STF a 4 anos e 2 meses de prisão no mês passado
Mônica Bergamo é jornalista e colunista
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Mônica Bergamo O governo de Donald Trump concedeu o green card ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O documento permite que um cidadão estrangeiro viva, trabalhe e estude nos EUA por tempo indeterminado, e sem a necessidade de qualquer autorização especial.
A concessão do documento ocorre em um momento especialmente tenso das relações entre o Brasil e os EUA. Na semana passada, Trump baixou um novo tarifaço contra os produtos do país, de 25%.
Além disso, o filho de Jair Bolsonaro foi condenado no mês passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 4 anos de 2 meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo.
"Eduardo agora está protegido pela Constituição americana", diz o jornalista Paulo Figueiredo, amigo e aliado do ex-parlamentar que, como ele, vive nos EUA. "Qualquer ação de censura, por exemplo, contra ele, pode se inserir no mesmo contexto das ações que já levaram a sanções dos EUA ao Brasil", segue.
De acordo com o STF, ficou comprovado que o filho de Jair Bolsonaro atuou nos EUA para interferir no julgamento da ação penal em que o pai foi condenado por tentativa de golpe de Estado.
Segundo a denúncia, ele tentou coagir os magistrados ao fazer declarações públicas e postagens em redes sociais em que afirmou ter feito gestões para que o governo Trump impusesse sanções a autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, e medidas econômicas ao país, em razão do que considera uma perseguição política a Jair Bolsonaro.
A extradição para que Eduardo Bolsonaro cumprisse a pena no Brasil já era considerada uma possibilidade remota pelos magistrados da Corte, já que o governo norte-americano sempre sinalizou apoio a Eduardo Bolsonaro.
Com o green card, ela fica ainda mais distante.
Eduardo Bolsonaro já fez diversas declarações afirmando que sofre perseguição política de um sistema "covarde e desumano" e disse que saiu do Brasil para não se submeter a um "regime de exceção".



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