Presença de menores de 18 anos cresceu 43,5% desde junho de 2025 em seis arenas brasileiras

Mônica Bergamo é jornalista e colunista

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Um ano após o reconhecimento facial se tornar obrigatório nos estádios brasileiros de futebol com capacidade superior a 20 mil pessoas, clubes e empresas que operam o sistema afirmam que a tecnologia tem aumentado a presença de mulheres e menores de 18 anos nos estádios brasileiros

Levantamento da Imply Tecnologia, fornecedora da plataforma para arenas como Beira-Rio, Arena Fonte Nova, Arena Castelão, Arena Pernambuco, Arena das Dunas e Arena Independência, mostra que a presença de menores de 18 anos aumentou 43,5% desde junho de 2025, quando a exigência passou a valer.

No Beira-Rio, estádio do Internacional, o público de mulheres aumentou 42,3% no período, enquanto a presença de menores de idade avançou 145%. Segundo o clube, o movimento está associado ao reforço da segurança no acesso, com a identificação biométrica dos torcedores e maior controle sobre quem entra na arena.

"O Internacional já possui historicamente uma base de sócias muito forte e engajada; nosso papel é garantir que o estádio acompanhe essa relevância", afirma André Dalto, vice-presidente de Administração do Internacional.

A biometria facial foi prevista pela Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023) como uma das medidas para aumentar a segurança em eventos esportivos. O sistema identifica o torcedor antes da liberação da catraca, cruza as informações com o cadastro do ingresso e dificulta fraudes, cambismo e o acesso de pessoas proibidas de frequentar estádios por decisão judicial.

A tecnologia também reduz o tempo de entrada. "É possível acessar somente com o rosto, sem precisar carregar mídias físicas ou cartões, e a validação acontece em menos de um segundo. Isso tudo gera comodidade, agilidade e segurança aos clubes, público e arenas de uma forma geral", diz Tironi Paz Ortiz, CEO e fundador da Imply, que possui clientes como Conmebol e FIFA no currículo.

O investimento esperado nesse processo é de R$ 100 milhões. Estima-se que o custo total de operação, incluindo montagem das catracas e manutenção, varie entre R$ 4 milhões e R$ 9 milhões, a depender do tamanho de cada estádio.

com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS

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