Informação foi confirmada por sua filha; profissional também foi responsável técnico da revista QUATRO RODAS

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Claudio Carsughi, “Mestre Carsughi”, um dos maiores nomes do jornalismo esportivo brasileiro, faleceu aos 93 anos. Com quase sete décadas de carreira no rádio, TV e imprensa escrita, ele marcou época na cobertura de futebol e automobilismo. Sua morte, devido a uma infecção respiratória, foi lamentada por toda a profissão.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Claudio Carsughi, um dos nomes mais respeitados do jornalismo esportivo brasileiro, morreu nesta quinta-feira, 10 de setembro, aos 93 anos. O jornalista estava internado havia 27 dias e não resistiu a uma infecção respiratória. A morte foi comunicada por sua filha, Claudia Carsughi, nas redes sociais. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.

Na publicação, Claudia afirmou que o pai passou os últimos dias lutando contra a infecção e pediu orações aos admiradores do jornalista. Conhecido como “Mestre Carsughi”, ele construiu uma carreira de quase sete décadas no rádio, na televisão e na imprensa escrita, com atuação tanto no futebol quanto no automobilismo.

Nascido em Arezzo, na Itália, em 13 de outubro de 1932, Carsughi mudou-se ainda criança para Florença, onde desenvolveu a paixão pela Fiorentina. Em 1946, chegou ao Brasil com a família, no período posterior à Segunda Guerra Mundial. Estudou no Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, e posteriormente se formou em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Aos 16 anos, iniciou a carreira jornalística como correspondente do Corriere dello Sport e participou da cobertura da Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil.

Sua trajetória no rádio começou em 1957, na então Rádio Panamericana, que mais tarde se tornaria a Jovem Pan. A relação com a emissora durou quase seis décadas, até 2015. Carsughi também trabalhou nas rádios Bandeirantes e Record e acompanhou, pela Pan, cinco Copas do Mundo consecutivas: 1970, 1974, 1978, 1982 e 1986. Paralelamente ao futebol, consolidou-se como autoridade em automobilismo, área em que se tornou uma das vozes mais reconhecidas da Fórmula 1 no país.

Na imprensa especializada, foi responsável técnico da revista QUATRO RODAS entre 1974 e 1990, editor executivo da Oficina Mecânica e fundador da Auto&Técnica. Também passou pela ESPN Brasil, onde participou do Linha de Passe, e pelo SporTV, com comentários sobre futebol, Fórmula 1 e motociclismo. Em 2015, integrou ainda as equipes da Rádio Nacional e da TV Brasil. Com seu sotaque italiano, estilo sereno e análises precisas, Carsughi atravessou diferentes gerações do jornalismo esportivo. Ao lamentar sua morte, o comentarista Leonardo Bertozzi o definiu como “um gigante que dignifica nossa profissão”.

A trajetória de Carsughi se confunde com a própria história da cobertura esportiva brasileira na segunda metade do século XX. Entre o futebol e os motores, o jornalista acompanhou transformações profundas na televisão, no rádio, na imprensa especializada e no esporte nacional, mantendo uma reputação construída mais pela análise técnica e pela longevidade do que pelo protagonismo fora dos microfones.

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