O número de mortos na colisão entre dois trens em Toledo, no centro da Espanha, subiu para 69 nesta quinta-feira (29), enquanto equipes de resgate ainda vasculham vagões retorcidos em busca de vítimas. Este é o segundo acidente fatal com trens de alta velocidade na Espanha neste ano. Leia mais (10/29/2026 - 09h52)

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29.out.2026 às 9h52 Atualizado: 29.out.2026 às 19h23

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Guillermo Martinez Michael Francis Gore

Urda (Espanha) | Reuters

O número de mortos na colisão entre dois trens em Toledo, no centro da Espanha, subiu para 69 nesta quinta-feira (29), enquanto equipes de resgate ainda vasculham vagões retorcidos em busca de vítimas. Entre os feridos, 57 permaneciam hospitalizados, segundo as autoridades. Este é o segundo choque fatal com trens de alta velocidade na Espanha neste ano.

Uma cidadã do Brasil ficou ferida, de acordo com o Itamaraty, que não divulgou mais informações sobre a vítima. A pasta limitou-se a dizer que tem prestado assistência consular. Segundo o portal G1, o estado de saúde dela não é grave.

Mais cedo, o governo espanhol havia informado que havia 74 mortos, mas este número foi posteriormente revisado para baixo.

Guindastes foram usados durante toda a noite para remover partes dos destroços. Equipes de emergência foram vistas retirando de um dos trens o que parecia ser um corpo envolto em um cobertor.

"Não acreditamos que possa haver mais mortos sob esse vagão, mas digo isso com cautela", afirmou o chefe do governo regional, Emiliano García-Page.

Enquanto isso, maquinistas espanhóis mantiveram uma greve planejada antes do incidente para reivindicar mais investimentos na segurança ferroviária.

"Continuaremos exigindo as medidas necessárias para que este setor volte a ser seguro. Ele precisa contar com todos os sistemas de segurança necessários para manter os padrões de qualidade que sempre tivemos", disse Diego Martín, do sindicato dos maquinistas (Semaf).

"Não podemos tolerar, em hipótese alguma, que esse tipo de incidente volte a acontecer. Todos devem poder viajar sem o risco de sofrer um acidente como este", acrescentou ele, na estação ferroviária de Atocha, em Madri.

A colisão desta quarta, ocorrida após outra colisão fatal em janeiro envolvendo as mesmas empresas ferroviárias e na mesma linha férrea, também desorganizou a campanha para a eleição antecipada de 29 de novembro, levando os líderes dos dois principais partidos espanhóis a suspender seus eventos de campanha.

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O governo da Espanha decretou três dias de luto nacional pelas vítimas da colisão que, segundo o ministro dos Transportes, Óscar Puente, ocorreu depois que vários trens pararam devido a uma falha de sinalização. Um trem da estatal Renfe foi então autorizado a seguir viagem em velocidade normal, apesar de haver à frente outro trem operado pela Iryo, disse Puente na quarta-feira.

Os sindicatos já atribuíram a colisão à falta de recursos e de disposição para melhorar a segurança, afirmando que as negociações iniciadas após o episódio de janeiro foram abandonadas em abril. O governo, por sua vez, declarou que a decisão de autorizar o trem da Renfe a prosseguir viagem foi "inexplicável".

O papa Leão 14 enviou condolências às famílias das vítimas, desejou rápida recuperação aos feridos e transmitiu apoio e conforto a todos os afetados, informou o Vaticano.