Saiba como funciona o compartilhamento e o que conferir antes de dirigir o veículo

Saiba como funciona o compartilhamento e o que conferir antes de dirigir o veículo

Motorista pega o carro da esposa, é parado em blitz e descobre como receber o CRLV digital de um veículo que não está no seu nome Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR

O motorista pega o carro da esposa para resolver um compromisso e é parado em uma blitz. Ao abrir o aplicativo, percebe que o CRLV digital daquele veículo não aparece entre seus documentos. Isso acontece porque o carro está registrado no nome dela. Para ter o certificado no próprio celular, ele precisa receber e aceitar o compartilhamento feito pela proprietária.

O aplicativo oficial mostra automaticamente os veículos vinculados ao cadastro do proprietário. Ser casado com a dona do carro ou dirigir o automóvel com frequência não faz o documento surgir na conta do marido. O compartilhamento precisa ser iniciado por ela e aceito por ele. São etapas distintas:

A proprietária deve abrir o aplicativo oficial CNH do Brasil, anteriormente chamado de Carteira Digital de Trânsito, e acessar a área de veículos. Após selecionar o carro e abrir o documento, ela procura a opção de compartilhamento. O procedimento solicita o CPF da pessoa que receberá o certificado. As telas podem mudar com as atualizações do aplicativo, mas o envio parte sempre do acesso da proprietária.

O marido também precisa ter o aplicativo instalado e uma conta cadastrada. Depois que a esposa envia o convite, ele acessa a área de veículos e aceita o compartilhamento. O documento passa, então, a ficar disponível no celular dele para apresentação. Antes de dirigir, convém abrir o arquivo e conferir a placa e o exercício do licenciamento.

Não. O compartilhamento do CRLV digital dá ao motorista acesso ao certificado para apresentar os dados do veículo. O registro continua no nome da esposa. A função também não altera, por si só, quem responde pela propriedade do carro ou quem está indicado como principal condutor nos sistemas de trânsito.

Essa distinção importa para famílias em que mais de uma pessoa usa o mesmo automóvel. O marido pode receber o documento sem que seja necessário transferir a propriedade. Se a esposa deixar de querer compartilhar o acesso, ela poderá removê-lo pelo aplicativo. Por isso, o arquivo deve estar visível na conta de quem vai dirigir antes de cada viagem em que ele será necessário.

Não ter o documento no aplicativo do marido não significa, por si só, que o carro esteja irregular. O Código de Trânsito Brasileiro dispensa o porte do certificado quando, durante a fiscalização, o agente consegue consultar o sistema e verificar que o veículo está licenciado. Se houver uma via oficial impressa no carro, ela também pode ser apresentada. Na abordagem, o motorista deve informar os dados solicitados e permitir a conferência da situação do veículo.

Informe que o automóvel está registrado em nome da esposa.

Apresente a via oficial impressa, caso ela esteja disponível no carro.

Aguarde a consulta do licenciamento pelo agente, quando o sistema estiver disponível.

O documento digital pode ser acessado offline depois que estiver disponível e baixado no aparelho. Para evitar surpresas, o motorista deve testar a abertura do arquivo antes de sair, especialmente se o trajeto passar por estrada com sinal fraco. Também precisa manter o celular carregado, pois um documento inacessível na hora da abordagem pode dificultar a fiscalização.

Quando o carro é usado pelo casal, o caminho é simples: a proprietária envia o CRLV digital, o marido aceita o compartilhamento e verifica se o certificado atualizado aparece em seu aplicativo. Fazer isso em casa é mais fácil do que tentar cadastrar a conta ou receber o convite durante uma abordagem.

Na estrada, o agente precisa confirmar o licenciamento do veículo, esteja ele no nome do motorista ou de outra pessoa. Ter o documento oficial acessível no próprio celular facilita essa conferência. A possibilidade de consulta pelo sistema de trânsito continua prevista em lei, mas testar o acesso ao certificado antes de dirigir evita depender exclusivamente da conexão disponível na blitz.