Presidente da Casa articulou avanço das PECs da Segurança e da 6x1 e da MP das blusinhas, além de levar apoio a Lula para atos na Paraíba

Presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) passou a destacar na campanha para reeleição na Paraíba a aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Depois de comandar o avanço de pautas prioritárias para o Planalto na Câmara, o deputado declarou apoio à reeleição do petista e passou a exibir o nome de Lula em atos eleitorais no estado.

O gesto mais recente foi feito no domingo (13/9), quando Motta participou de uma carreata pró-Lula em Patos, seu principal reduto eleitoral.

O presidente da Câmara apareceu com um boné vermelho com o nome do petista e citou, no discurso, medidas defendidas pelo governo, entre elas a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e o fim da escala de trabalho 6×1.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles O boné já havia aparecido em outro ato de Motta. Em 20 de agosto, durante a inauguração de seu comitê eleitoral em Patos, o deputado usou o acessório poucas horas depois de participar de uma agenda de campanha com Lula no Rio Grande do Norte.

A exposição pública da proximidade, porém, veio depois de meses em que Motta ajudou a conduzir na Câmara propostas que fazem parte da agenda defendida pelo presidente.

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Em março, sob o comando do paraibano, a Casa aprovou em dois turnos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada originalmente pelo governo Lula.

Depois da votação, Motta afirmou que o resultado havia sido construído com “muito diálogo e equilíbrio” e destacou a busca por convergência durante a tramitação.

A atuação ficou mais direta na discussão sobre o fim da escala 6×1. Motta assumiu publicamente o compromisso de levar a proposta ao plenário ainda em maio e reuniu ministros e líderes governistas para acertar o desenho do texto.

Em 13 de maio, após encontro com os ministros Luiz Marinho, do Trabalho, e José Guimarães, das Relações Institucionais, anunciou acordo para o fim da escala de trabalho 6×1, com uma jornada de 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

A Câmara aprovou a PEC em dois turnos em 27 de maio. O texto seguiu, então, para o Senado.

Veja marcos da aproximação:

A declaração de apoio ocorreu seis dias após o Republicanos definir posição nacional para a eleição.

Em 4 de agosto, a legenda decidiu adotar o que chamou de “independência” na disputa pela presidência da República e preservar “a autonomia das lideranças estaduais”.

Na consulta interna, 17 diretórios estaduais defenderam a neutralidade, nove se posicionaram por uma aliança nacional com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e apenas um indicou preferência por Lula.

A decisão deixou os diretórios estaduais livres para construir seus próprios arranjos eleitorais.

Foi depois dessa definição que Motta tornou sua posição pública. Em 10 de agosto, o presidente da Câmara afirmou que aguardava a decisão nacional do Republicanos antes de anunciar o apoio.

“A tendência nossa, aqui na Paraíba, e isso já havia sido dito antes, é que caminhamos com o presidente Lula”, afirmou.

Motta acrescentou que apoiaria o petista por considerar que sua candidatura “converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país”.