As empresas de trotinetes partilhadas dizem que têm aplicado regras para garantir o bom uso do serviço "como fotografias obrigatórias" no fim da viagem e que são uma boa solução para a mobilidade.
As empresas de trotinetes partilhadas Bolt, Lime e Bird defenderam esta sexta-feira que têm adaptado o seu serviço às diferentes regras municipais, numa altura em que várias autarquias têm acabado com estas operações nos seus territórios.
Este ano, novos autarcas já eliminaram os serviços em Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), Braga e Espinho (Aveiro), tendo também sido lançados debates sobre os serviços no Porto, em Lisboa e em Coimbra após vários incidentes.
Serviço de trotinetes e bicicletas elétricas termina em setembro em Vila Real
Em abril, após um acidente que vitimou uma jovem no Porto, a Câmara aprovou uma proposta para estudar a utilização de trotinetes elétricas e a sinistralidade associada, o mesmo sucedendo em Gaia, que decidiu cancelar um concurso para disponibilização do serviço.
Câmara de Braga quer acabar com trotinetes partilhadas na cidade
No final de julho, foi a vez da Câmara de Espinho, liderada por Jorge Ratola (PSD), acabar com as bicicletas e trotinetes partilhadas, por defender que a desordem causada por esses veículos tem ameaçado a mobilidade e a segurança no espaço público.
Operadores de trotinetes partilhadas criticam proposta de referendo para proibição em Lisboa
Em 2025, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), houve 4.296 acidentes envolvendo velocípedes (inclui trotinetes) e 28 mortes, números muito abaixo dos sinistros envolvendo automóveis ligeiros, pesados e motociclos (57.195), que causaram 352 mortes, números que não discriminam a responsabilidade nos sinistros.




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