João agradeceu e disse que resultado não representa o fim de trajetória política dele - Arthur Botelho/Folha de Pernambuco Na disputa pelo governo do estado, a Frente Popular apostava no capital político do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) no maior colégio eleitoral do estado: a Capital. Ao deixar o Palácio do Capibaribe para concorrer ao governo do estado, em março deste ano, os números eram favoráveis ao presidente nacional do PSB.
Um levantamento realizado pelo instituto Realtime Big Data, divulgado no mês em que ele deixou a prefeitura, registrava uma aprovação do seu governo de 75%. Já uma pesquisa Datafolha, divulgada em fevereiro deste ano, destacava João Campos liderando a disputa pelo governo do estado, com com 47% das intenções de voto. Em seguida, vem a governadora Raquel Lyra(PSD), com 35%. No entanto, o cenário da apuração das urnas foi distinto. João Campos venceu a disputa pelo governo do estado no Recife contra Raquel Lyra, mas teve uma queda de 251.727 na sua votação em relação ao pleito de 2024. A diferença entre os candidatos, inclusive, chegou a surpreender tanto a Frente Popular quanto a coligação Pernambuco de Coração. A governadora teve 437.301 votos na Capital (46,07%) contra 473.994 (49,94%) de João Campos, uma diferença de 36.693 votos em colégio eleitoral estratégico. Ao analisar o resultado do Recife, o cientista político Hely Ferreira avalia que o desempenho de João Campos na capital pode estar relacionado justamente à saída antecipada de João da Prefeitura.




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