Movimentos repetidos milhares de vezes numa linha de montagem agora viram dados para a Nissan, que usa inteligência artificial para avaliar postura, sequência

Movimentos repetidos milhares de vezes numa linha de montagem agora viram dados para a Nissan, que usa inteligência artificial para avaliar postura, sequência e execução das tarefas.

A tecnologia funciona na fábrica de Canton, Mississippi, onde câmeras acompanham os movimentos dos funcionários responsáveis pela produção de modelos como Frontier e Altima.O sistema consegue reconhecer articulações e ângulos do corpo, identificando situações em que alguém se inclina demais, mantém posições desconfortáveis ou altera a sequência considerada ideal.

Esse padrão de referência recebe da Nissan o nome de “golden cycle” e define desde a ordem de instalação dos componentes até o tempo e os movimentos esperados.Caso a IA encontre alguma execução potencialmente problemática, gerentes e engenheiros podem analisar o caso para descobrir se a solução depende do funcionário ou da própria estação.Entre as alternativas estão orientar uma técnica mais adequada, transferir determinadas tarefas para outra pessoa ou modificar fisicamente o posto onde aquela atividade é realizada.

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Essa abordagem ganha peso num momento em que a indústria amplia investimentos em robôs e automação capazes de reduzir a dependência de mão de obra humana.A própria Nissan atravessa uma reestruturação que inclui redução de empregos e de capacidade industrial, contexto que naturalmente aumenta a atenção sobre novas aplicações de inteligência artificial.Victor Taylor, executivo de manufatura da Nissan, afirma ao Business Insider que essa iniciativa específica não está relacionada à eliminação de postos de trabalho.Segundo a empresa, o objetivo é melhorar o treinamento, eliminar práticas pouco eficientes e ampliar o uso da tecnologia na redução de lesões associadas às atividades industriais.A ergonomia, porém, não estava entre as prioridades iniciais, pois a Nissan começou a avaliar o sistema principalmente como ferramenta de treinamento e eficiência de manufatura.EnqueteO uso de IA na fábrica da Frontier melhora segurança e custo-benefício, como no caso de CantonVote e veja o resultado em tempo real. Sim, reduz riscos e custa menos para a fábrica 0%

Ajuda, mas é só suporte ao treinamento e não muda muito 0%

Indiferente: a vantagem é incerta sem dados do modelo 0%

Não: tecnologia pode virar gasto e demorar para dar retorno 0%

Depende da implementação; sem supervisão, não resolve bem 0%0 votosChi Amaechi, engenheiro de processos da Nissan, explica que a capacidade de identificar movimentos potencialmente prejudiciais surgiu posteriormente durante a avaliação das possibilidades oferecidas pela tecnologia.

A fabricante estima que o sistema já contribuiu para aproximadamente US$ 34 milhões (R$ 173,2 milhões) em economias relacionadas à saúde e segurança dentro de Canton.A importância dessa análise também cresce conforme funcionários experientes se aposentam, porque décadas de conhecimento acumulado sobre fabricação não podem ser substituídas imediatamente por novos profissionais.O futuro da unidade de Canton está direcionado principalmente a picapes e SUVs eletrificados, depois que a Nissan abandonou os planos de produzir EVs previstos anteriormente para a fábrica.Por enquanto, Canton continua sendo a única unidade da Nissan equipada com esse sistema de IA, e a prioridade é concluir sua implantação dentro da fábrica.Depois dessa etapa, a montadora pretende levar a tecnologia para Smyrna, Tennessee, além de considerar uma expansão posterior para suas operações ligadas a conjuntos de propulsão.