Karina Gama negou irregularidades e disse que contratos firmados pela produtora possuem cláusulas de sigilo e confidencialidade
Karina Gama negou irregularidades e disse que contratos firmados pela produtora possuem cláusulas de sigilo e confidencialidade
Reprodução/X @camarotedacpi
14.set.2026 (segunda-feira) - 8h00 Priorize o Poder no Google
A produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (PL), afirmou em entrevista à CNN Brasil que se sente pressionada a fazer uma delação premiada, apesar de não ter nenhuma informação que pudesse incriminar alguém.
Karina Gama foi 1 dos alvos, na 5ª feira (10.set.2026), da operação Make Up, da Polícia Federal, que apura se houve desvio de emendas parlamentares para a produção do filme. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
Ao jornalista Caio Junqueira, Karina negou irregularidades e disse que os contratos firmados pela produtora contam com cláusulas de sigilo e confidencialidade.
Posteriormente, segundo ela, 1 pastor amigo também a contactou e mencionou a possibilidade de uma delação. Quando questionada se o pastor havia citado o nome de Michelle Bolsonaro (PL) entre as pessoas às quais teria acesso, Karina confirmou ter havido menção a nomes, mas disse não poder revelá-los.
Sobre o financiamento, Karina afirmou que o investidor do projeto sempre foi, para ela, o fundo Havengate. Ela disse que não recebeu dinheiro diretamente de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e que não houve qualquer relação entre a produtora e empresas ligadas ao banqueiro.
Questionada se os recursos de Vorcaro teriam ido para o fundo, a produtora confirmou. Ela acrescentou que só soube pela imprensa qual empresa teria investido no Havengate, por entender que essa informação não era de sua responsabilidade como contratada.
Há 2 inquéritos no STF que investigam o financiamento de “Dark Horse”. Há a investigação das fraudes do Banco Master, sob condução do ministro André Mendonça, e o inquérito sobre possíveis irregularidades com emendas ao Orçamento, com relatoria de Flávio Dino.
A apuração relacionada ao Banco Master tem como base os dados obtidos na operação Compliance Zero e as informações do Coaf e do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco.
A PF identificou um contrato que previa US$ 24 milhões para a produção, inicialmente chamada de Capitão do Povo. Desse total, US$ 12,3 milhões foram remetidos em 2025 pela Entre Investimentos ao fundo Havengate Development Fund, registrado nos Estados Unidos. Os valores das transferências são semelhantes às parcelas previstas no acordo de financiamento.
Segundo a investigação, mensagens e registros encontrados no celular de Vorcaro mostram tratativas envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), o deputado Mario Frias (PL-SP) e outros intermediários para viabilizar, cobrar e operacionalizar os aportes.
A PF afirma que Flávio manteve contato direto com Vorcaro, participou de reuniões e cobrou pagamentos destinados ao projeto. A investigação busca esclarecer a origem do dinheiro, o caminho percorrido pelos recursos, os beneficiários finais e a eventual contrapartida aos aportes.
A PGR afirmou haver elementos suficientes para a abertura de investigação específica e apontou, em caráter preliminar, possíveis crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A Procuradoria também determinou que fossem procuradas proposições de Flávio e Frias no Congresso que pudessem ser de interesse do Banco Master ou de Vorcaro. Transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas.
A apuração relacionada a possíveis irregularidades com emendas ao Orçamento, relatada por Flávio Dino, investiga um fluxo de recursos que começa em emendas parlamentares de Frias e alcança empresas relacionadas à Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”.
A apuração envolve suspeitas de desvio e ocultação de recursos públicos e possíveis irregularidades no financiamento do filme. Frias, que é produtor-executivo de “Dark Horse”, está entre os alvos da operação Make Up.
O caminho identificado pela PF envolve R$ 2 milhões em emendas de Frias destinadas ao ICB (Instituto Conhecer Brasil), pagamentos de R$ 700 mil a 2 empresas, uma transferência de R$ 750 mil à Go Up e outros R$ 645,4 mil enviados pelo próprio deputado à produtora.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário