BRASÍLIA, SEGUNDA-FEIRA, 20 DE JULHO DE 2026 – No 4.401 A máfia de quatro rodas Nem o alto imposto de 35% sobre importações de carros elétricos, conquista do lobby das marcas tradicionais no Congresso Nacional, freou as vendas das gigantes chinesas no Brasil. Desde o dia 1o de julho, a taxa saltou de 25% para [...] O post Nem imposto de 35% freia avanço das montadoras chinesas no Brasil apareceu primeiro em Folha BV .
BRASÍLIA, SEGUNDA-FEIRA, 20 DE JULHO DE 2026 – Nº 4.401
A máfia de quatro rodas
Nem o alto imposto de 35% sobre importações de carros elétricos, conquista do lobby das marcas tradicionais no Congresso Nacional, freou as vendas das gigantes chinesas no Brasil. Desde o dia 1º de julho, a taxa saltou de 25% para 35% para elétricos, e de 28% para 35% para os híbridos. Os chineses, hoje, com quatro fabricantes que negociam aqui, dominam mais de 90% desse mercado. Em Brasília, por exemplo, apenas uma loja de marca chinesa tem vendido 300 carros novos por mês. Os altos estoques das chinesas antes da taxação garantem boas vendas diante de modelos da Ford, GM, VW e Fiat que ficaram ultrapassados na concorrência. O efeito foi rápido: baixa forte nos preços nas lojas, o que revelou que o lucro das gigantes européias e americanas sempre foi forte. As direções de concessionárias destas estão desesperadamente telefonando para clientes oferecendo descontos de até R$ 50 mil. A Coluna consultou concessionárias de três fabricantes chinesas e duas tradicionais e a constatação geral é: Ford, Fiat, VW e GM há décadas lucram bilhões de reais no Brasil com isenções fiscais, enviam dinheiro para as matrizes e vendem muito caro modelos de carros de pouca qualidade. Os chineses viram uma brecha e chegaram com carros de alta performance e mais baratos. Mas então o Brasil mostrou a sua cara: em vez de as tradicionais melhorarem seus produtos e os preços, fizeram lobby forte para que o Congresso Nacional, com a anuência do Governo, imponha altas taxas nos carros chineses. E segue o jogo da máfia de quatro rodas.
Enquanto o clã Bolsonaro não decide candidato, o senador Cleitinho (Rep) só grita e o PT recorre a Patrus Ananias para tentar se salvar, o empresário multimilionário Vittorio Medioli (PL) trabalha forte nos bastidores das alterosas, em frente suprapartidária. Ele pretende ser o nome da direita para disputar o Governo do Estado.
Em Santa Catarina, em 2022, ninguém acreditava em Jorginho Mello (PL) para o Governo. Resultado, hoje: o governador segue tão bem avaliado que deve vencer no 1º turno, e com chapa puro sangue.
Pé na estrada
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