O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o copiloto do voo da FlyDubai passou por um processo de “doutrinação islâmica radical”

Voo desviadoNetanyahu diz que copiloto do avião da FlyDubai passou por “doutrinação islâmica radical”Por Fábio Galão

Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleNetanyahu recebe Yaniv Hayoun, um dos passageiros que contiveram o copiloto do voo da FlyDubai (Foto: Gabinete do Primeiro-Ministro de Israel/EFE)Ouça este conteúdo

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (1º) que o copiloto que esfaqueou o comandante de um avião da companhia aérea FlyDubai que ia de Dubai a Tel Aviv, incidente que fez a aeronave ser desviada para a Arábia Saudita, passou por um processo de “doutrinação islâmica radical”.

“O agressor, o copiloto que atacou o comandante, está sendo interrogado agora, mas eis o que sabemos: primeiro, sabemos que ele passou por uma doutrinação islâmica radical”, disse o premiê em entrevista à emissora americana Fox News.

“Isso é algo que estamos deduzindo das informações — das informações pessoais dele”, acrescentou.

Israel afirma que o homem, um cidadão de Omã cujo nome não foi divulgado, pretendia derrubar o avião, que tinha mais de 170 pessoas a bordo. Mesmo ferido, o piloto indiano do avião da FlyDubai, Smit Machchhar, conseguiu abrir a porta da cabine e o agressor foi contido por passageiros.

Na entrevista desta quinta-feira, Netanyahu disse que o copiloto é de Omã, um país que não mantém relações diplomáticas com Israel – portanto, o agressor não poderia estar trabalhando em um voo com destino ao país.

“Bem, ele é um cidadão de Omã, e temos restrições que determinam que não se pode ter pilotos de países que não mantêm relações diplomáticas com Israel”, disse o premiê.

“Então, obviamente, ele conseguiu passar por isso. Portanto, há uma brecha aí: como garantir que façamos uma triagem prévia dos pilotos”, continuou.

“E foi isso que fizemos, aliás, com os pilotos que vieram transportar nossos passageiros [do voo mencionado] da Arábia Saudita para Israel: verificamos o histórico deles, mas obviamente houve uma falha aqui, e estamos cuidando disso, entre outras coisas”, acrescentou Netanyahu.

A Arábia Saudita também não mantém relações diplomáticas com Israel, apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estar tentando incluir o reino nos Acordos de Abraão, por meio dos quais os israelenses têm estabelecido relações com países muçulmanos.

Trump chegou a condicionar em julho que um acordo nuclear com fins civis entre Washington e Riade só sairá do papel se houver essa adesão.

O incidente de ontem está sendo tratado por Israel como uma tentativa de atentado terrorista, mas ainda não se sabe se o agressor está ligado ao governo de algum país ou a alguma organização.

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