Montadora registra lucro após processo de reestruturação com demissões e fechamento de fábricas
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20.ago.2026 às 16h52
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A Nissan vai entrar no segmento de carros eletrificados no Brasil. O país faz parte do plano de expansão da montadora japonesa, que terá seis lançamentos na América Latina nos próximos 12 meses, sendo três com tecnologias híbridas ou puramente elétricas.
A confirmação foi feita nesta quinta-feira (20) por Iván Espinosa, presidente e CEO global da Nissan Motor Company desde abril de 2025. É o primeiro anúncio da marca para a região após a reestruturação que teve início em 2025, com demissões e fechamento de fábrica.
É a forma encontrada pela marca japonesa para enfrentar o avanço chinês na América Latina. Nesse cenário, o Brasil é o principal alvo de montadoras como BYD, GAC, Geely e GWM, entre outras.
"O crescimento chinês no Brasil é muito evidente e rápido, mas a China não é algo novo para nós, estamos lá há 20 anos, a venda de nossos modelos híbridos e elétricos cresceu 140% lá", disse Espinosa.
A China, portanto, é também parte da estratégia da marca japonesa para o mercado brasileiro, conforme confirmou o presidente da companhia.
Modelos desenvolvidos para aquele mercado chegarão às Américas, como o sedã 100% elétrico N7. A Nissan tem parceria com a Dongfeng, que também desenvolve veículos com o grupo Stellantis.
Espinosa disse que, apesar de as marcas chinesas avançarem rápido, a montadora japonesa tem a seu favor a experiência acumulada por décadas.
"Quais são as qualidades que temos? Para mim, é simples, são 90 anos produzindo automóveis, com uma cadeia forte de distribuição e milhões de clientes. A partir daí, estamos estruturando novas tecnologias autônomas e eletrificadas", afirmou o presidente da Nissan.
Espinosa disse ainda que essa experiência acumulada é fundamental para a aplicação dos recursos de IA (inteligência artificial) em seus produtos e processos. "O segredo da IA é o que a alimenta, e temos muito o que oferecer."
A Nissan registrou lucro de US$ 488 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado vem do plano Re: Nissan, um processo traumático implementado ao longo de 2025.
A empresa japonesa demitiu 20 mil funcionários no ano passado e fechou sete unidades fabris, reduzindo para dez o número de plantas.
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A linha de produção brasileira não foi afetada pela reestruturação. Hoje, a planta produz em dois turnos, inclusive aos sábados, 28 veículos por hora. São montados os SUVs compactos Kicks e Kait.



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