"Não vamos matar 100 ou 200, vamos dizer que prendemos", afirmou o presidente durante ato de campanha neste sábado (22) em Bangu, na zona oeste da capital fluminense
Compartilhar matériaO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, neste sábado (22), fortalecer as polícias como estratégia para libertar territórios ocupados pelo crime organizado no Rio de Janeiro. O chefe do Planalto aproveitou a ocasião para reiterar a promessa de criar o Ministério da Segurança Pública caso seja reeleito.
A declaração foi feita durante o lançamento da campanha de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio de Janeiro. O evento ocorreu no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense. Os candidatos a senador na chapa de Paes — Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) — marcaram presença no ato.
"Eu mandei uma PEC [Proposta de Emenda à Constituição] da Segurança Pública. Quando ela for aprovada no Senado, criarei o Ministério da Segurança Pública. Vou preparar mais a Polícia Federal, mais a Força Especial Federal, mais a Polícia Rodoviária", disse Lula. "Nós vamos tirar o bandido do território de vocês, vamos devolver o território ao povo do Rio de Janeiro. Não vamos matar 100 ou 200, vamos dizer que prendemos. E dizer: 'A rua é do povo, não dos bandidos'", completou.
Em seu plano de governo apresentado à Justiça Eleitoral, Lula condiciona a criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da PEC da Segurança Pública, enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional e que aguarda análise do Senado Federal após ter sido aprovada na Câmara dos Deputados.
A nova pasta, conforme detalha o plano de governo do petista, teria a função de coordenar, em articulação com estados e municípios, a execução das políticas nacionais de segurança no âmbito do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública).
O documento afirma que o ministério deverá fortalecer a integração entre os entes federados, a inteligência estatal e o combate ao crime organizado, além de atuar na prevenção da violência e na proteção dos direitos civis.
O programa também prevê maior cooperação entre União, estados e municípios e a ampliação da participação federal na área de segurança.
(Com informações de Leonardo Ribbeiro, da CNN Brasil, em Brasília)




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