Um projeto iniciado há cerca de cinco décadas para desenvolver a aquicultura acabou desencadeando uma transformação ambiental que atravessa fronteiras. O sa...

Um projeto iniciado há cerca de cinco décadas para desenvolver a aquicultura acabou desencadeando uma transformação ambiental que atravessa fronteiras.

Salmão Chinook. Créditos: depositphotos.com / randimal Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR

Um projeto iniciado há cerca de cinco décadas para desenvolver a aquicultura acabou desencadeando uma transformação ambiental que atravessa fronteiras. O salmão Chinook, originário do Pacífico Norte e capaz de ultrapassar 1,5 metro de comprimento e 60 quilos, estabeleceu populações em rios da Patagônia argentina.

O avanço preocupa especialistas pelos possíveis impactos sobre espécies nativas, mas também abriu oportunidades para a pesca esportiva e o turismo.

Na década de 1970, o Chile introduziu salmões provenientes dos Estados Unidos para desenvolver projetos de criação e repovoamento. Com o tempo, exemplares escaparam ou se dispersaram, encontrando condições favoráveis para sobreviver e se reproduzir fora dos locais originalmente planejados.

A expansão não aconteceu por uma única rota direta através da Cordilheira dos Andes. Os peixes utilizaram caminhos oceânicos e conexões entre bacias hidrográficas para alcançar novos ambientes.

Pesquisadores identificaram uma relação genética entre grande parte dos Chinook encontrados no rio De las Vueltas, em Santa Cruz, e populações estabelecidas na região chilena de Aysén. A presença da espécie nesse rio foi registrada em 2006, nas proximidades de El Chaltén.

Entre os fatores que ajudam a explicar a colonização estão:

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Uma combinação de migração, condições naturais e adaptação ajuda a explicar o avanço do gigante do Pacífico.

Permite percorrer grandes distâncias antes do retorno aos rios.